quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Release Andread Jó e Donaleda

Andread Jó inciou-se na música aos 15 anos como autodidata e aos 17 já fazia apresentações em bares da cidade de Fortaleza. Em 2001, Andread Jó, junto com amigos, formam a banda de reggae, Donaleda, banda que revolucionou a cena reggae em Fortaleza e no estado do Ceará, com composições fortes, alcançando o primeiro lugar nas rádios jovens de Fortaleza com sua primeira música, Luz de Jah, rendendo vários shows pelo Brasil e sua primeira parceria como compositor com o jamaicano Eric Donaldson, onde seguiram em turnê pelo Brasil no ano de 2004.

No início de 2005 Andread Jó inicia seu trabalho solo e lança seu primeiro disco, Força, um trabalho onde o artista mostra pela primeira vez suas habilidades como arranjador. No disco estão inclusos os sucessos, Luz de Jah, Canto e Jah say Yes, além das inéditas, Searching a Way, A Viagem, Mundo Novo onde o artista acaba se firmando de vez na cena reggae nacional, fazendo importantes apresentações nos dois maiores festivais de reggae do Brasil; Maranhão Roots Reggae - 2005 (São Luis - Maranhão), Independência ou Reggae - 2005 (São Paulo - Sp) e recebe o convite para abrir os shows de Alpha Blondy nas capitais: Fortaleza - Ce, São Luis - Ma e Belém - Pa, onde Andread Jó e Alpha Blondy tornaram-se amigos e Andread ainda foi convidado a traduzir algumas palavras de Alpha Blondy para seu fiel público brasileiro em sua cidade natal, Fortaleza.

Com todas essas mudanças, Andread Jó dá seus primeiros passos rumo ao mercado internacional, e no ano de 2006 faz sua primeira turnê, tocando em mais de 10 cidades da França e em Tilburg, Holanda.

Em 2007, Andread Jó faz sua segunda turnê européia fazendo várias apresentações na França e um show na cidade de Mantova, Itália. Nesse mesmo ano, iniciam-se os trabalhos de composição para seu segundo disco, We are One, lançado em 2008 no Brasil.

Após receber um convite pela Cufa, Central Única das favelas, Andread Jó volta a Europa, mais precisamente Suécia, onde além três shows, trabalhou ainda como tradutor e testemunha do trabalho desenvolvido pela Cufa no Brasil, nos eventos de grande importância como: The National Cuncil of Swedish Youth Organizations (May 16-18 2008 Orebro - Sweden) discutindo com lideranças juvenis de vários países a questão da mudança climática, além de seminários nas escolas públicas nas cidades de Estocolmo e Uppsala.

Inicia-se 2009 e Andread Jó começa a compor canções novas e fazer participações especiais no trabalho dos grupos de Rap da periferia de Fortaleza, com Comunidade da Rima e com o artista Erivan, do grupo, Conscientes do Sistema, denunciando as desigualdades sociais e tratando de temas polêmicos como drogas, mais especificamente do crack, droga que vem destruindo famílias e a vida dos jovens brasileiros.

No mês de junho, de volta a França, faz algumas apresentações e percebe que a França acabara de virar sua segunda casa, surgindo assim sua primeira canção em francês com o título, ?La vie est une chanson?, faixa que estará no seu terceiro álbum solo, previsto para lançamento no segundo semestre de 2010.

Contatos:
Luis Alberto Santos (Brasil):
luisimpactopromocoes@hotmail.com

+ 55 85 8760 11 02
+ 55 85 9659 48 22

Marion Foucher (France):
peonne@hotmail.com

+ 33 676 158 116
+ 33 642 667 886

Visite as páginas na Internet:



ANDREAD JÓ

ANDREAD JÓ
WE ARE ONE - 2008
http://www.sendspace.com/file/saoukv

Não perca, Andread Jó em entrevista exclusiva nesta quinta-feira (12/11/2009), fala sobre seu retorno ao Donaledade, suas expectativas para o novo álbum, "Tudo tens de rever", sobre a gravação de um DVD ao vivo e ainda sobre as bandas de Reague Paraense.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Donaleda - Release Completo

DONALEDA & ANDREAD JÓ

Desde 2001, Donaleda vem trabalhando e divulgando a música reggae pelo Brasil, e o resultado desse projeto é o disco Liberdade e Libertação, 2003, o que levou a banda ao topo das rádios de Fortaleza e outras cidades do Nordeste, abrindo as portas para o mercado nacional.

No fim de 2004, André Augusto, sai da banda e segue carreira solo adotando o nome de Andread Jó, lançando em 2005 o disco Força, e em 2008, We are One, seguindo pelo Brasil e adentrando no circuito internacional, passando pela França, Holanda, Itália e Suécia nos respectivos anos de 2006, 2007 e 2008.

Reague Club - Fortaleza-Ce

Donaleda por sua vez em 2005 lança seu segundo álbum Resistência da Pedra, emplacando o hit H para os Presos na voz de Mr.Bobby, lançando seu 1º Clipe e seguindo na estrada levando seu reggae com uma pegada forte e com muita originalidade.

Açaí Biruta - Belém - Pa

No início de 2008 Donaleda & Andread Jó resolvem se unir, voltando à sua formação original e o resultado é a junção de toda a produção musical realizada por ambos os trabalhos e um disco inédito com o título Tudo tens de Rever, que terá lançamento oficial nesse ano de 2009.

É possível conferir todo nosso trabalho online, onde tem nossas músicas, fotos, vídeos e baixar tudo nos sites:

(Músicas dos Cds FORÇA-2005 e WE ARE ONE-2008)
(Músicas do Cd LIBERDADE & LIBERTAÇÃO-2003 e as do TUDO TENS DE REVER-2009).

Contatos:
Luis Alberto Caracas dos Santos
+ 55 85 - 8760.1102 / 9659.4822
luisimpactopromocoes@hotmail.com

Orkut: Donaleda
Procurem também no Trama virtual

domingo, 8 de novembro de 2009

Nilson Chaves - Artigo Especial de Aniversário

Simplicidade, singeleza, lirismo, regionalidade, afinação, talento, suavidade, poesia, amizade, consideração, alegria, paz e generosidade, resumem ao menos em parte, a vida e a obra desse grande cantor e compositor da Música Popular Brasileira e Paraense. É por mérito, uma ambulante história viva da nossa cultura.

Carlos Nilson Batista Chaves (Belém do Pará, 8 de novembro de 1951) é um grande e renomado cantor e compositor paraense, que faz de sua música, uma janela para o Brasil e o mundo.

Nilson Chaves, nasceu em Belém do Pará onde começou sua carreira participando de festivais de música e compondo para grupos de teatro paraenses. Por volta de 1975 decide mudar-se para o Rio de Janeiro onde canta em casas de shows, compõe para espetáculos de teatro e dança e torna-se parceiro, entre outros, de Luli e Lucina e Thereza Tinoco, que registram essas parcerias em discos. Vencedor de vários festivais, lança seu primeiro Lp, faz shows e o tempo se incube de mostrar-lhe que é na terra natal que corre a seiva de sua música.

Dono de uma voz suave e sensibilidade de um compositor que capta as saudades e lembranças de sua terra, Nilson Chaves, ao deixar fluir essa combinação, encontrou seu caminho de cantador e violeiro amazônico. O lançamento do seu primeiro disco "Dança de Tudo" em 1981, uniu a tradição da música brasileira às raízes amazônicas. Em seguida o lançamento do disco "Interior" (gravado em parceria com o cantor e compositor Vital Lima, em 1985), proporcionou-lhe uma ardente acolhida e um público imenso e caloroso na região ao norte do país. E não é por acaso que hoje dividi-se entre o Rio de Janeiro e o Pará, ambos pontos de partida para a irradiação de seus temas.

Cantador e violeiro amazônico, Nilson Chaves procura universalizar sua música - um sempre renovado compromisso com a emoção de sua terra - com suas raízes paraenses mas em dia com uma linguagem musical moderna, onde se encaixam, de forma leve e natural, os costumes e palavras da região.

"SABOR" é uma apoteose aos sabores da Amazônia, lançado em 1989.

Em 1990 lançou "AMAZÔNIA". Em 1992, entendendo a necessidade de proporcionar as novas gerações um contato mais próximo com a obra do Maestro Waldemar Henrique, lançou um disco com re-leitura dos clássicos desse compositor intitulado "WALDEMAR", também em parceria com Vital Lima. Lançado em CD, no ano de 1994, a qualidade do trabalho foi reconhecida pelos críticos do jornal "O GLOBO" na edição de 25 de dezembro de 1994 e "WALDEMAR" foi listado entre os dez melhores lançamentos daquele ano. Em 1993 lançou "NÃO PEGUEI O ITA" cuja faixa "Passarinho e Homem" foi vencedora do Prêmio Sharp de melhor arranjo (maio/94). Em 1997, em parceria com Sebastião Tapajós, lança o CD "AMAZÔNIA BRASILEIRA", tendo por base o espetáculo que vem percorrendo várias capitais brasileiras e que também foi apresentado na cidade de Berlim (Alemanha) em Setembro/97, durante a semana dedicada à música brasileira.

No ano de 1998, Nilson Chaves cantou para mais de 180.000 pessoas por todos os cantos desse Brasil e também pela cobiçada Europa em suas apresentações pela Alemanha, tendo se apresentado com Tetê Espíndola em Munique, bem como pela turnê com Sebastião Tapajós por várias cidades da França. Retornou ao Brasil para uma turnê com Chico César pelo norte do país. Todo esse público esteve presente em seus 150 shows.

Devido ao grande sucesso essa turnê já se repetiu em 1999, pelas principais capitais do norte.

Em Julho de 1999 esteve na França, onde se apresentou no Festival de Música Latino-Americana e em diversas cidades do país.

Nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2000 atuou como Diretor Musical do Projeto Cantorias Amazônicas no Centro Cultural Banco do Brasil, proporcionando ao público carioca o reconhecimento da sonoridade daquela região.

Nilson Chaves está comemorando seus 25 anos de carreira com o mais recente CD "TEMPODESTINO, 25 ANOS", gravado "ao vivo" com a participação do Coral e da Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes e prepara-se para mais uma turnê pela Europa – a partir de junho de 2000 , desta vez por conta do lançamento de seu CD "TUDO ÍNDIO", licenciado para o selo alemão Tupirama Music.

São muitos os parceiros de palco de Nilson Chaves e entre eles estão Ney Matogrosso, Chico César, Flávio Venturini, Joyce, Zé Renato, Cláudio Nucci, Jane Duboc, Vital Lima, Danilo Caymmi, Eudes Fraga, Xangai, Toninho Horta, Sá e Guarabira, Paulo André Barata, Celso Viáfora, Dércio Marquez.

Eternizou-se em sua terra natal pela canção "Sabor Açaí". Sendo um dos cantores paraenses mais conceituados no mercado internacional, confessa seu orgulho de ser um artista genuinamente amazônico. Tem dois CDs lançados na Europa, já se apresentou em uma série de shows pela Alemanha e França. Já sofreu indicação ao Grammy Latino, o Oscar da Música Latino-americana. Foi um dos grandes destaques do Fercapo (Festival Regional da Canção Popular) promovido em Cascavel (Paraná) pelo Tuiuti Esporte Clube, entre 1984 e 1986.

Nilson Chaves tem parceiros por todo Brasil, dentre eles o compositor maranhense Jamil Damous, e construiu muitas amizades ao longo de 50 anos de existência que se traduzem em algo importante em sua vida. Foi por saudades dos amigos que ele começou a cantar o Pará, à época em que morava no Rio de Janeiro. Daí a marca de suas músicas influenciada pelas misturas de rítmos paraenses e por colegas, também paraenses, nacionalmente conhecidos.

Foi Sebastião Tapajós, paraense conhecido internacionalmente, principalmente na Alemanha,quem lhe ensinou a aprimorar as técnicas de violão. Lenine, Chico César e Flávio Venturini o influenciaram também contribuindo para a sua formação musical.

A relação com a música começou cedo, quando seu pai era proprietário de uma aparelhagem de som que, além de embalar os bailes, servia para a divulgação de propagandas de trabalhos vindos diretos das gravadoras. Foi assim, acompanhando o pai, que Nilson descobriu João Gilberto, Nara Leão, Maysa, Dolores Duran, pessoas que influenciaram em sua arte.

Discografia:

1981 - Dança de Tudo


1985 - Interior

1989 - Sabor
1990 - Amazônia

1991 - Em Dez Anos (Outros Brasis)

1992 - Waldemar

1993 - Não Peguei o Ita

1997 - Amazônia Brasileira

2000 - Tudo Índio

2000 - Tempodestino, 25 Anos (Tupirama Music)

2001 - Gaia

2001 - Em Dez Anos II (Outros Brasis)

2003 - Melhores Momentos
2006 - Maniva

Fonte:

Parabens Nilson! Mais do que um icone es um dos orgulhos da nossa Cultura Popular Paraense! Saúde, Reconhecimento, Respeito, Dignidade, Prosperidade e Sucesso, hoje e Sempre!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Homenagem Póstuma - Mestre Verequete


Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transformava em rei quando estava em meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse era Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense que completou 90 anos e recebeu uma homenagem inédita com o Verequete: Rei dos Tambores, projeto que realizou show para o Mestre no centro histórico de Belém no dia Municipal do Carimbó, e lançou uma coleção inédita sobre a obra do cantor e compositor no majestoso Theatro da Paz. O projeto foi uma realização da Associação Amazônica de Difusão Cultural, Social e Ambiental, que inaugurou a terceira etapa do projeto Cultura Pará, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).

A festa foi uma resposta à contribuição do Mestre à música local, com a valorização do carimbó, ritmo que reúne heranças indígenas, africanas e dos colonizadores da Amazônia. Foi Mestre Verequete um dos primeiros divulgadores do carimbó nos subúrbios da capital Belém, na nova fase da Música Popular Paraense, e quem despertou o interesse dos meios de comunicação de massa para o ritmo.

O lançamento da coleção Verequete: o Rei dos Tambores, que popularizou ainda mais a obra do compositor, também foi marcada por um grande show com Mestre Verequete e músicos convidados. A coletânea é composta por uma caixa com o CD “Verequete é o Rei”, o DVD com o filme “Chama Verequete” e o livro “Som dos Tambores”.

“O carimbó não morreu,está de volta outra vez,o carimbó nunca morre,quem canta o carimbó sou eu.”

Os versos ritmados dão a medida da importância do Mestre Verequete para a cultura brasileira. Augusto Gomes Rodrigues morreu ontem, por volta do meio-dia, vítima de insuficiência respiratória aguda e infecção generalizada, no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, onde estava internado desde o último domingo, dia 1º. Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, Verequete tinha pneumonia aguda e respirava com a ajuda de aparelhos. Nas próximas reportagens você vai acompanhar a repercussão da morte de Verequete, saber mais sobre sua obra e as homenagens que lhe serão prestadas.

Homenageado até pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias do governo federal, Mestre Verequete chegou aos 93 anos convivendo diariamente com a pobreza. A exemplo do que acontece como muitos ícones da cultura popular, o nosso Rei dos Tambores não teve em vida o reconhecimento que merecia. Por muitos anos Verequete sobreviveu vendendo churrasquinho numa barraca em frente à vila onde morava, na periferia da cidade.

Em 2006, durante uma das raras entrevistas que concedeu nos últimos anos, Mestre Verequete era só queixas. Quando perguntado sobre os vários projetos já realizados no Pará em sua homenagem, ele desabafou: “‘Faço tudo por todos que vêm aqui, conto o que tenho que contar, mas depois não vejo nada. Nem uma foto bonita na parede eu tenho”.

Já nessa época, a memória não ajudava muito. Verequete dizia que tinha 105 anos e reclamava da saúde “caída”. Fraco e debilitado, preso a uma cadeira de rodas após sofrer vários derrames, ele estava morando num barraco de madeira com dois compartimentos, onde todo o mobiliário se resumia a um colchão jogado no chão, gavetas empilhadas num canto, uma cômoda com uma televisão velha e um aparelho de CD. Lá dentro, um forte odor de urina denunciava o descaso. Foi lá que Verequete viveu por um tempo, enquanto sua casa na mesma vila era reformada com o dinheiro ganho através de um projeto.

Mesmo com a idade avançada e o frágil estado de saúde, Verequete vez por outra saía de casa para receber alguma homenagem. Nessas ocasiões, ele se animava tanto que chegava a levantar da cadeira de rodas. “Quanto mais gente e mais aplauso, melhor pra mim”, dizia ele.

Ontem, a maior expressão do carimbó tradicional, o popular “pau-e-corda”, calou-se para sempre. Sua obra permanecerá, assim como a estranha sensação de que não sabemos dar valor ao que nos é mais caro.

Para acalmar o mestre, música era o melhor remédioSegundo a família de Mestre Verequete, ele já vinha enfrentando problemas de saúde há vários anos. “Ele teve um enfisema pulmonar que o deixou muito debilitado. Ultimamente, todos os meses tinha consulta no Hospital Barros Barreto e tomava remédios”, contou a filha caçula, Lucimar Rodrigues, logo após o boletim oficial confirmando a morte de Verequete.

O próprio tratamento médico por vezes gerava problemas. “Receitaram um medicamento para ele dormir, mas ele ficou muito agitado, não reconhecia mais ninguém e queria ir para Icoaraci”, contou Josenilda Pinheiro da Silva, a dona Cenira, companheira do mestre por mais de três décadas. “Aí suspenderam o remédio e ele melhorou. Mas vivia brigando e falando sozinho”.

Para tranquilizá-lo, só tinha um jeito: Cenira colocava para tocar um CD com as músicas dele. Era assim que Verequete se acalmava.

Verequete tinha quatro filhos do primeiro casamento e um deles, Augusto Carlos, 42, mora na mesma vila que o pai morava, no bairro do Jurunas, e integra o lendário grupo O Uirapuru, que acompanhou Verequete desde o início da carreira. Os outros três vivem em Icoaraci.

Extraído e adaptado de:

Fonte:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O STF e Intervenção Federal no Pará

A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional de Agricultura, protocolou recentemente, um pedido de intervenção federal, no Superior Tribunal Federal. Segundo informações disponibilizadas pela mídia, "A briga entre a senadora e governo do estado começou há vários meses e pode estar próxima de um fim".

Há quem diga que a governadora do estado do Pará tem simpatias e afinidades políticas com o MST e por isso, não estaria obedecendo mais de 100 ordens judiciais de reintegração de posse em benefício de empresários do agronegócios (entenda-se fazendeiros ou latifundiários).

Mais um fato interessante, que chama atenção, é que é público e notório que muitos dos proprietários de terras do sul do Pará, são baianos, maranhenses, goianos, matogrossenses, gaúchos, paulistas e "até mesmo" tocantinenses. Será que isso tem alguma coisa haver com os slogans do governo? "Pará - Uma terra para Todos" ou "Pará - Terra de Direitos", e mais recentemente "Pará - Governo Popular"... Esqueceram de complementar, que o povo dos paraenses, é que deveria ser beneficiado, de fato, com o fomento do agronegócio e com o desenvolvimento da infra-estrutura, na região sul do estado do Pará.

Nada tenho nada contra os fazendeiros de outros estados, aliás, vivemos num país capitalista e cuja democracia garante a liberdade de ir e vir, mas aonde está o crescimento regional sustentável? E os benefícios do crescimento econômico, local, para nossos conterrâneos?

De todas as curiosidades uma que urge salientar é fato de que a senadora Kátia Abreu, é do DEM-TO, isto é, de partido oposicionista ao PT e ainda é de outro estado, obviamente, de Tocantins.

Ao ministro Gilmar Mendes, além da intervenção no Pará, a senadora quer limitar o trabalho da Ouvidoria Agrária Nacional, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que tem feito inúmeros pedidos de suspensão de ordens de reintegração de posse. Para a senadora, a Ouvidoria está extrapolando suas competências, ao atuar judicialmente em nome da União, algo que caberia apenas à Advocacia Geral da União (AGU)*. Que interesses escusos tem essa senadora? E quais interesses ela está defendendo? Será que ela está realmente interessada em agir em defesa do bem-estar coletivo e da supremacia do interesse público?

Mais uma vez reitero, não tenho nada contra nossos irmãos nacionais, mas você já imaginou viver num local, repleto de pessoas que nada tem haver com nossa cultura e costumes? Seria no mínimo estranho. E de fato, já é. Procure visitar, Xinguara, Redenção, Rio Maria, Santana do Araguaia... É praticamente um outro mundo, quase que totalmente diferente de nossa realidade metropolitana.

Aonde estão os incentivos do estado para a propagação da cultura regional? E por que não temos mais indústrias, fábricas e usinas para a agregação de valores de produtos produzidos aqui no Pará? Muitos hão de falar que não temos mão de obra qualificada. Mas aonde está a responsabilidade social? Aonde estão os investimentos na educação e na saúde que ainda sucumbem tanto na capital quanto no interior? Até quando iremos ser tratados como colônia?

Até quando seremos meros expectadores dessa riqueza tão vasta da flora e da fauna amazônica, que serve de matéria prima para cosméticos e gêneros alimentícios, que quase sempre são explorados por empresários de outros estados? Acrescente a isso a biopirataria, divulgada quase sempre na TV... De que forma se pode criar esperança e gerar mais emprego e renda, num cenário desfavorável como este?

A excelentíssima governadora Ana Júlia que me perdoe, mas esta tem reagido muito mal em relação às críticas, e talvez até de forma mais negligente, que alguns de seus piores sucessores, que segundo consta, ainda desfrutam de muito prestígio, pelas casas legislativas desse enorme Brasil.

Que diga o hino criado pelo grupo Mosaico de Ravena:

"... Região Norte, ferida aberta pelo
progresso, sugada pelos sulistas e
amputada pela consciência nacional..."

Fonte:
*http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=64848

terça-feira, 29 de setembro de 2009

R7.com e a Nova Era Digital do Brasil

O dia 27 de setembro de 2009, foi um marco na Internet. Finalmente foi lançado um portal completo, sem limitações. Essa é a principal característica que chama atenção do internauta brasileiro.

Particularidades à parte, como links da Arca Universal, o R7 dispõe de informações para quase todo o tipo de público, desde os simples leitores, interessados em assuntos amenos e triviais "curiosidades", até aqueles que se interessam em assuntos mais complexos e relevantes.

Fato é que diferente de outros portais já consagrados como o UOL, TERRA, IG e até a concorrente GLOBO, o R7, disponibiliza preciosas informações sobre a transparência da gestão pública e os gastos dos parlamentares.

Nessa primeiríssima e salutar proposta, temos a seção "Fiscalize seu parlamentar". Ótima maneira de divulgar preciosas informações sobre o gasto do dinheiro público.

Além do já consagrado layout das notícias do Brasil e do mundo, encontramos também subdivisões dos mais variados assuntos, temos também as seções de Entretenimentos e Esportes.

Achei muito bom. Excelente para quem está começando. Ainda existem muitas outras seções que devem ser abertas, outros editoriais devem surgir. Podemos esperar muito mais, já que foi feito um grande investimento pela Record, nesse veículo digital de comunicação.

Atualmente o jornalismo da Rede Record é sem dúvida o mais consistente da Televisão e da Rádio Brasileira e isso leva o R7 a um patamar muito acima dos outros portais de comunicação on line. Há sem dúvida muito conteúdo a ser explorado no R7, com as mais variadas matérias.

Mas enquanto não somos brindados com outras novidades, cabe a nós curtir o melhor que a mídia nos reservou nos últimos meses, em relação à internet no Brasil: R7.com! Promete...!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hidelbrando Pascoal e a Motoserra

Quando o assunto ambientalista em voga deveria ser o desmatamento da Amazônia, ressurgiu diretamente do Acre, a desqualificação da ferramenta "motoserra", como arma de crime. Explico:

Hidelbrando Pascoal, condenado a mais de 80 anos de prisão por dois homicídios, tráfico internacional de drogas, formação de quadrilha e crimes eleitorais e financeiros, prestou depoimento nesta semana, dia 22/09/2009 (terça-feira), alegando em sua defesa que, a arma do crime que basicamente causou "olhos perfurados, braços, pernas e pênis amputados, além de um prego cravado na testa de umas de suas supostas e extensas vítimas", foi realizada com um facão e não por uma motoserra. Então por que discutir com o homem, que aparentemente é um "especialista" no assunto, minha gente?

Ademais a barbárie relatada no caso de Hidelbrando, sabiamente, sua defesa reponsabilizou o ex-vereador Alípio Ferreira, já falecido, pela sessão de tortura e assassinato do mecânico Agilson Santos Firmino, o "Baiano", em 3 de julho de 1996.

Como diz o ditado popular, "filho de peixe... peixinho é" e "dize-me com quem andas e te direis quem és", além de Hildebrando, são julgados Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Neto (irmão de Hildebrando), Alex Fernandes Barros (sargento da Polícia Militar) e Adão Libório de Albuquerque (servidor público municipal). Foram segundo o veredicto dado, considerados inocentes, nesta quinta-feira (24/09/2009).

Fato é que o coronel reformado da Polícia Militar Hildebrando Pascoal (ex-DEM), afirmou que não conhecia Baiano e disse ser vítima de uma armação por parte de seus adversários. "Sou vítima das mais sórdidas e mentirosas campanhas na história deste país."

Pior do que isso, só mesmo a acusação contra o ex-presidente Fernando Collor de Melo...

Hildebrando ainda atacou o Ministério Público ao dizer que as provas contra ele foram forjadas.

Segundo o Ministério Público, o que motivou Hildebrando a matar Baiano (e a ordenar a morte do filho dele) foi o assassinato de um irmão do então deputado, Itamar. Diga-se de passagem que o filho de Baiano, na época, tinha apenas 13 anos.

Entrementes os detalhes das audiências, dos depoimentos e do resultado do julgamento, que condenou Hidelbrando "motossera" a 18 anos de prisão, uma triste percepção importante a qual chegamos é que, ele ainda assusta os moradores do Estado do Acre, por entre outras coisas, ser acusado de fazer parte de um esquadrão da morte.

Ainda segundo o procurador Samy Barbosa Lopes, coordenador do grupo de combate ao crime organizado do Ministério Público Estadual do Acre: "Era uma espécie de assinatura do grupo: corpos decepados, mutilados, jogados no meio da rua".

Três dos 25 pré-selecionados para o Tribunal do Júri pediram para não participar do julgamento, temendo represálias. Os jurados estão hospedados em dois hotéis no centro da capital, sob escolta policial.

O esquema de segurança também foi reforçado --cerca de cem policiais civis, militares e federais, segundo o Tribunal de Justiça, vigiam o Fórum Barão de Rio Branco.

Com diversos crimes como esses, com requintes de crueldade, qualquer cidadão do mundo, se sentiria amedrontado, e causaria inveja inclusive a personagens como "Jason" Voorhees, Freddy Krueger, Leatherface, (Edward Theodore Gein), Norman Bates (Psicose) e Jonathan Kramer (Jigsaw).

Quem sabe John Stockwell, não venha fazer a continuação de "Turistas 2", depois deste julgamento e Quentin Tarantino, também não venha se inspirar a fazer o novo roteiro de o "Albergue 3"?