domingo, 7 de fevereiro de 2010
Crônica Inconfindente do Príncipe de Maquiavel
Trato de forma paliativa, a crise verborrágica que me assola
Volto ao ofício literário...
Ao vício autocrítico de escrever
Meu lápis rabisca frenético
A textura pálida do papel embranquecido
Meus versos buscam despertar aqueles que permanecem em transe coletivo
Aqueles que ainda adormecem em um sono profundo
Minhas palavras são asseadas perto da realidade imunda desse mundo
Desvendando vendavais invendíveis, prossigo adiante
Há quem duvide que a dúvida da vida me divide
Há quem não compreenda que quem aprende com a repreensão
Preso permanece à sabedoria e à prudência
Mas o que há melhor do que a própria experiência e a propriedade...
No agir e no pensar?
Quem sabe o que seria da gente na tentativa inútil de prevenir alguma dor?
Num jogo de rimas eloquentes...
Por quê não provocar a explosão radiotiva e reacionária de pensamentos inconsequentes
E sentimentos sem sentido?
Ora, sempre é mais fácil, errar e desistir...
Afinal, sendo o plano humano, é naturalmente falho
No simples propósito improvável de reconhecer em sua própria razão
A multidão manipulável, sem noção e informação daquilo que é realmente verdadeiro
Uma nação alienígena e alienável ante aos interesses escusos do poder
Como sobreviver ante à delinquência política?
Ante à marginalidade ideológica?
Ante ao magistério corruptível e corruptor do sistema "Democrático"-capitalista?
Até que nos reste corrigir os erros contemporâneos
E reagir ante a inércia das presentes gerações
Deixemos a madrugada de mais um dia clarear
As impressões distorcidas de uma racionalidade vegetativa
Na triste visão de uma cidadania tetraplégica
Uma sociedade que agoniza no leito de morte do SUS
Milhões de famílias que em coma induzido permanecem
Alheias a seus representantes
Que violam princípios, estupram valores
Éticos ou morais...
Só nos resta a sensação de desespero e alívio
Enquanto durar a União de nossos Estados terminais
Renasçamos juntos ò Brasil! Florão da América!
Salve! Salve!
...
Salvem-nos!
domingo, 3 de janeiro de 2010
Filme biográfico mostra Lula antes da presidência
Esqueça os discursos em Brasília e os ternos bem cortados desenhados por estilistas. Churrasco na Granja do Torto? Nada disso passava pela cabeça de Luiz Inácio Lula da Silva na juventude. E é esse período da vida do atual presidente brasileiro que o filme “Lula, o Filho do Brasil’’, que chega aos cinemas sexta-feira, procura retratar.
Não significa, porém, que a política não esteja presente no filme. Lançado em ano eleitoral, é impossível não associá-lo à corrida presidencial. Não faltam também críticas da oposição, que vê no lançamento uma forma de beneficiar a candidata do PT à Presidência, a ministra da Casa Civil, Dilma Russef.
O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal, chegou a taxar o longa de “uma manobra absolutamente programada com intenção deliberada de favorecer o governo e os candidatos do governo’’. Até agora, Lula preferiu não comentar as críticas. No entanto, seus partidários já se manifestaram: o presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou que, se a oposição reclama do filme sobre Lula, deveria fazer um sobre Fernando Henrique Cardoso. O diretor Fábio Barreto, que sofreu um acidente de carro e permanece internado, defendeu o longa na ocasião do lançamento: “Nunca tive a intenção de dar ao filme um caráter político. Meu objetivo é ajudar a indústria cinematográfica’’. A produtora Paula Barreto completou: “O projeto surgiu em 2003, e foram necessários esses sete anos para lançá-lo por causa das questões de produção mesmo. Além disso, acreditamos que janeiro é a melhor data comercial para lançá-lo. Outros sucessos, como “Meu Nome Não É Johnny’ e “Se Eu Fosse Você 2’, também foram lançados nesse período’’.
TRAMA
Embora a história esteja focada na trajetória de Lula desde a infância até o momento em que se tornou um dos principais líderes sindicalistas do país, dona Lindu, mãe do presidente, ganha bastante destaque. Interpretada por Glória Pires, é ela quem decide fugir de uma das secas mais devastadoras do sertão nordestino, em 1952. Depois de uma viagem em um ônibus pau-de-arara que durou 13 dias e 13 noites, ela e seus filhos chegam a Santos, onde estava seu marido, o alcoólatra Aristides (Milhem Cortaz).
“Depois que eu li o roteiro, fiquei encantada com a minha personagem e com a história dela’’, conta Glória, que, até aceitar o papel, desconhecia a realidade do movimento sindical em que Lula se envolveu nos anos 1980.
Rui Ricardo Diaz dá vida ao presidente adulto. “Ele não foi e não é um brasileiro comum’’, diz o ator. Inicialmente, Diaz fez teste para ser sindicalista ou enfermeiro, mas acabou escolhido para dar vida a Lula. O filme mostra os dois casamentos do protagonista -com Lurdes (Cléo Pires), que morreu em decorrência de problemas no parto, e Marisa Letícia (Juliana Baroni)-, o seu primeiro emprego em uma fábrica como torneiro mecânico, o acidente que fez com que perdesse um dedo e o engajamento político.
Para o papel, Diaz teve de passar por uma série de transformações. Além de ter engordado, precisou deixar a barba crescer. A semelhança, tanto gestual quanto física com Lula, é um dos pontos a favor da produção, que utiliza, em algumas cenas, imagens reais da época das greves no ABC. Assim como o longa “2 Filhos de Francisco’’, de Breno Silveira, “Lula, o Filho do Brasil’’ investe em cenas para emocionar.
Lula - O Filho do Brasil
Brasil, 2009 - 128 min - Drama
Direção: Fábio Barreto
Elenco: Rui Ricardo Diaz, Guilherme Tortólio, Felipe Falanga, Glória Pires, Lucélia Santos, Cléo Pires, Juliana Baroni, Milhem Cortaz.
(Diário do Pará)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Priante empossado como prefeito na marra! Ridículo...!

A Justiça Eleitoral acatou o pedido de suspensão dos efeitos da sentença do juiz Sérgio Lima, que cassou o mandato do Prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), na última sexta-feira (7), sob acusação de abuso de poder econômico. Com a decisão, Duciomar permanece no cargo até que seja julgado o Recurso Eleitoral Ordinário. A decisão de manter Duciomar na administração municipal foi do juiz eleitoral José Maria Teixeira do Rosário.
Após a decisão, o prefeito Duciomar Costa foi até o Palácio Antônio Lemos, sede da administração, onde falou com servidores e militantes que foram ao local manifestar apoio ao seu mandato.
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará confirmou que Duciomar Costa é o prefeito de Belém. De acordo com o TRE-PA, a posse do 2º colocado nas eleições de 2008, José Priante, que aconteceu na Câmara Municipal de Belém, não tem validade, pois não houve diplomação.
Recurso - O TRE também informou que a decisão que cassou o mandato do prefeito Duciomar Costa foi disponiblizada no Diário Eletrônico de hoje, mas só terá efeito a partir da próxima quarta-feira (9), quando for publicada no Diário de Justiça, na versão impressa.
De acordo com a legislação eleitoral somente no dia seguinte da publicação da decisão é que a defesa pode entrar com o Recurso Eleitoral Ordinário, para anulação da medida, já que a liminar tem apenas efeito suspensivo.
O julgamento do Recurso Eleitoral Ordinário só deve acontecer em 2010, já que o Tribunal Regional Eleitoral vai entrar em recesso.
O prefeito de Belém é Duciomar Gomes da Costa (PTB). Ele foi mantido no cargo depois de decisão do juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), José Maria Teixeira do Rosário, suspendendo os efeitos da sentença dada na última sexta-feira, 4, pelo juiz da 98ª Zona Eleitoral, Sérgio Andrade Lima, que não apenas cassou o mandato do prefeito, mas determinou a posse do segundo colocado, José Priante (PMDB), sob o argumento - exposto em representação - de que o gestor teria incorrido em conduta vedada pela lei eleitoral na campanha do ano passado.
O advogado Sábato Rossetti protocolou às 8h47 de ontem, na 98ª Zona Eleitoral, Recurso Eleitoral Ordinário (REO) e, depois deste, foi interpor no Tribunal Regional Eleitoral uma ação cautelar com pedido de liminar para garantir a permanência do prefeito Duciomar Costa no cargo até julgamento do recurso.
Rossetti ressaltou que a liminar deferida pelo juiz relator determinou a manutenção do prefeito e vice nos cargos e ainda previu que, se afastados, deveriam ser reintegrados.
A decisão de José Maria do Rosário Teixeira ficou disponível no site do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) a partir das 13h. Momentos antes, uma suposta posse de José Priante aconteceu na Câmara Municipal de Belém, na presença de dez vereadores da bancada de oposição ao prefeito eleito. O vereador do PMDB José Scaff, 1º secretário da Casa, se investiu de poderes para empossar Priante. Ao seu lado, os vereadores Bispo Rocha (PMDB), Henrique Soares (PMDB), Carlos Augusto Barbosa (DEM), Vanessa Vasconcelos (PMDB), Evaldo Rosa, o Cobrador Pregador (PPS), Augusto Pantoja (PPS), Alfredo Costa (PT), Adalberto Aguiar (PT) e Otávio Pinheiro (PT).
A cerimônia da suposta posse aconteceu depois de arrombamento da sala vip da Câmara, o local da posse, de forma atrapalhada e sem a principal exigência legal da Justiça Eleitoral - a diplomação do segundo colocado, única condição que habilitaria José Priante a se tornar prefeito da cidade.
PRESSÕES
O diploma não foi expedido pelo cartório da 98ª Zona Eleitoral, de onde saiu a sentença de cassação, até o final do expediente, embora José Scaff, Carlos Augusto Barbosa e Augusto Pantoja, acompanhados dos advogados João Nery, Luiziel Guedes e Emanuel Ó de Almeida Filho, tivessem feito pressão e cobranças pessoalmente junto ao protocolo onde funciona o Centro de Atendimento ao Eleitor (CAE). O grupo saiu de lá somente com um ofício dando ciência da sentença do juiz Sérgio Lima à presidência da Câmara. Com o ofício em mãos, Scaff declarou na porta do CAE que daria posse a Priante sem o diploma, porque caberia à Câmaral fazer apenas a sua parte. Mesmo sendo bacharel em Direito, o vereador afirmou que não seria necessário nem o diploma, muito menos a publicação da sentença no Diário Oficial do Estado para empossar o segundo colocado.
O 1º secretário da Câmara empossou José Priante de camisa social e calça jeans. A vereadora Vanessa Vasconcelos calçava tênis. E o próprio vice-prefeito na chapa de Priante, Zeca Pirão, nem sequer colocou a gravata para a cerimônia. Confuso, Scaff foi o tempo todo orientado por Luiziel Guedes sobre como agir, o que dizer e como empossar. Leu o termo de posse, pediu a Priante para fazer o juramento e o mandou assinar. Em seguida, já permitiu que ele fizesse o discurso, sem antes empossar o vice. Ao ser avisado do erro, voltou à cerimônia.
Ao sair da Câmara com o termo de posse e informado pela Imprensa da liminar mantendo Duciomar no cargo, Priante afirmou desconhecer a decisão. Mas seus advogados anunciaram logo que vão recorrer, a partir de amanhã, através de um recurso chamado agravo regimental. O prefeito de Belém, Duciomar Costa, ficou reunido com a família e não se manifestou durante todo o dia de ontem sobre a suspensão dos efeitos da sentença.
Portal ORM
Jornal Folha do Progresso
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Duciomar Costa, prefeito de Belém, é cassado por abuso de Poder Econômico! Será?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A "oração" de fim de ano. Gravação de Arruda no Esquema da Corrupção.

Canções como "Geni e Zepelim", "O tempo não pára", "Podres Poderes", "Que País é este?" imortalizaram frases, de quatro dos mais brilhantes artistas de uma geração: Chico Buarque ("Joga pedra na Geni... ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni"), Caetano Veloso( "Enquanto índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes, fazem o carnaval") Cazuza ("Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro... transformam o país inteiro em puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro"), e Renato Russo ("Nas favelas, no senado, Sujeira pra todo lado, Ninguém respeita a constituição, Mas todos acreditam no futuro da nação"...).
Tais canções nunca estiveram tão contemporêneas e presentes em nossa realidade atual...
Há alguns meses atrás, foram as acusações trocadas pela Rede Globo em relação à Record (de que a mesma, foi comprada com Dízimos e ofertas dos fiéis da Igreja Universal... E se foi, qual o problema, mesmo? Como diria o Lula lá: "... seria "muito ruim", ter só uma TV, dando informação"...), semanas anteriores, foi o caso da crise no Senado, do confronto dos Senadores com os Ministros do STF e ainda, a situação de Geise Arruda na Uniban, no caso do pequeno vestido vermelho e do furor furioso dos universitários(as), e agora isso: "A oração da propina"... Aonde iremos parar?
Pra quem dizia que só existe "sem-vergonhice" no meio evangélico e na ala esquerda do governo, aqui vai uma pérola, diretamente do acervo pessoal de vídeos e escutas do ex-policial Durval Barbosa: Após receberem a propina, o deputado, Rubens César Bruneli (PSC), o atual presidente da câmara, Leonardo Prudente (DEM) e Durval Barbosa, ex-assessor de arruda e colaborador da PF, iniciam uma oração. Agradecendo a Deus, pela propina recebida e pedindo a Ele, que tire os homens, que querem atrapalhar os planos da "quadrilha" do caminho.
A certeza é tão grande de tratar-se de cristãos católicos, que a CNBB, manisfestou imediatamente seu repúdio, a tal gesto, através de seu Secretário Geral: "Lamento que a religião esteja tão banalizada a tal ponto de as pessoas não a verem como serviço a Deus e ao próximo, mas como servir-se da fé e do próximo; isso é uma inversão total de valores".
Dom Dimas reafirmou ainda a perplexidade da entidade diante dos vídeos divulgados e cobrou apuração rigorosa dos fatos. "Estamos perplexos com o que já vimos nesse caso e queremos que as investigações sejam ágeis e que, o quanto antes, a ética possa prevalecer e os fatos possam ser esclarecidos."
O tão famoso e conhecido encerramento, "Em nome de Jesus", comumente usado nas orações evangélicas, não foi citado, (graças a Deus!)
Nada contra a CNBB, mas, alguns meios da mídia e uma parte da sociedade brasileira (em sua maioria, ainda católica) continuam evidenciando valores extremamente puritanos, comportamentos hipócritas, pensamentos contraditórios e pra piorar culpam minorias da população, como negros "favelados", homosexuais assumidos, mulheres independentes e autênticas, (sendo algumas, inclusive, mães solteiras), pelas mazelas sociais da população: A falta de educação, emprego, saúde, segurança e moradia. E nem me falem dos políticos corruptos, afinal quem colocou eles no poder? Se não fui e nem você...
E ainda temos que aturar, o Governo falando de PAC, a Petrobrás, falando do Petrosal e a Dilma, querendo se candidatar... ano que vem é ano de eleição... e desde já aderi à Campanha: Não reeleja ninguém... nem nessa votação e nem na outra... e tenho dito!
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u659681.shtml
http://www.correiodopovo-al.com.br/v2/article/Politica/9071
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Marco André em show genuinamente Paraense. Prestigie!
Neste próximo fim de semana (dias 27 e 28/11/2009) Marco André e Banda estarão de passagem por Belém, com a turnê do DVD Beat Iú.
Uma ótima alternativa para quem está interessado na boa música popular paraense. Um mix de originalidade repleto de grandes sucessos locais e arranjos extremamente bem feitos, espera àqueles que apreciam o talento genuinamente regional.
Marco André, está em turnê pelo país com a apresentação de seu mais novo trabalho: o DVD Beat Iú. E segue fazendo sucesso, depois do CD Amazônia Groove, que ousou numa mistura músical, amazonicamente eletrônica.
Para quem pouco conhece este grande artista, vai aqui um breve resumo da sua biografia e release musical:
Natural de Belém do Pará, o cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor de discos, vem buscando ao longo da carreira um caminho coerente com sua formação, compromissado com a qualidade da música que produz.
Seu primeiro trabalho reconhecido no Brasil foi a gravação para a música ‘Meu bem, meu mal’ de Caetano Veloso, trilha sonora de abertura da novela homônima da Rede Globo, em 1990, que fazia parte de seu primeiro LP, ‘Olhar e segredo’ – Warner Continental.
Em 2002, Marco lança seu segundo disco, ‘Marco André 20 anos’, uma coletânea independente com as músicas mais importantes para a sua carreira até então, principalmente as que fizeram sucessos no norte do país. Do disco fazem parte Terra à Vista, com a qual Marco se apresentou no Festival da Música Brasileira promovido pela Rede Globo em 2.000, Olhar Cigano, sucesso em sua terra natal, Olhar Pirata, primeira música do artista a se tornar popular em Belém etc.
Marco André faz parte de uma família muito ligada à tradição das escolas de Samba. Seu pai Alfredo Oliveira é um dos maiores vencedores de Sambas de Enredo no Pará. Dessa forma levou o filho a também ser cativado pelo ritmo e suas agremiações. Marco André é autor de 3 Sambas de avenida para as escolas de Samba paraenses. Já no Rio de Janeiro, o mesmo se torna membro da ala de compositores da Portela. No currículo de Marco André consta ainda sua participação no carnaval carioca de 2004, quando convidado por Dominguinhos do Estácio, cantou o Samba de Enredo da Unidos do Viradouro que homenageava o Círio de Nossa Senhora de Nazaré,
Neste mesmo ano o artista lançou seu terceiro CD, Amazônia Groove. O disco deu a Marco André o início de uma carreira como autor no exterior. As músicas Varrido de Amor, Função das Coisas e Baiuca’s bar entraram em 4 coletâneas de músicas brasileiras distribuídas no Japão(2), Itália e Inglaterra. As músicas Vinheta de Mestre Verequete e Caringlobalizado passam a fazer parte de uma Coletânea de Tom Jobim chamada TOM da Amazônia, produzida pela Fundação Roberto Marinho e distribuída no mundo inteiro.
Amazônia Groove foi considerado pela FROOTS Magazine, uma das principais revistas de World Music da Europa, através do crítico musical Marcos Sacchi, entre os 10 (dez) melhores discos de 2005 quando da publicação do seu 25º aniversário.
O famoso radialista de Seattle, Derek Mazzone, da rádio KXPM, também apontou no mesmo ano o CD Amazônia Groove entre os melhores de 2005, como um dos seus indicados do mês de maio.
O CD se destaca na programação da Worldmix Radio, importante Web radio de Nova York, ficando sempre nos primeiros lugares na preferência dos ouvintes durante alguns meses, despertando interesse para entrevistas e programas especiais
Através deste trabalho foi indicado como finalista em 2 categorias do Prêmio TIM, principal premiação da musica brasileira até então, em 2005, como melhor cantor regional e melhor cantor por voto popular. Foi vencedor do Prêmio TIM de melhor cantor regional.
Ainda em 2005 foi escolhido como melhor cantor pop regional no primeiro Prêmio Cultura de Música, da TV e Rádio Cultura do Pará, principal premiação do mercado fonográfico do norte do país, na época.
Devido aos prêmios e a boa recepção da critica especializada, Marco André recebe convite para ser um dos representantes brasileiros no primeiro Festival da Língua Portuguesa realizado nas históricas cidades de Minas Gerais, ao lado de importantes aristas da Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, Angola e Cabo Verde.
Em 2006 Marco André lança o CD Beat Iú angariando uma série de boas críticas pelo trabalho produzido junto com Sacha Amback. O artista recebe elogios rasgados de Nelson Motta, que o coloca entre seus preferidos da nova safra atual. Seu disco e shows recebem destaque em vários jornais brasileiros através de nomes como Tárik de Souza (Jornal do Brasil – RJ), Irlan Rocha (Correio Brasiliense), Edgar Augusto (Diário do Pará), Agamenon Britto (Correio da Bahia) e Lauro Lisboa do Estadão (Jornal Estado de São Paulo), que lhe concede através de entrevista, 2 páginas, sendo que uma delas seria a capa da edição do segundo caderno de um dos mais importantes Jornais do país.
Chegam boas criticas internacionais da Argentina e Holanda. O CD começa a ser executado pela RAI Italiana, em Israel, Portugal, Espanha e Inglaterra, assim como em várias web radios internacionais.
DVD Beat Iú
Em 2008 Marco André grava seu primeiro DVD no Pólo de Cinema do Rio de Janeiro, sendo dirigido por um dos grandes nomes da TV brasileira, Roberto Talma.
Chega 2009 e o artista intensifica suas idas nos estúdios de mixagem, edição, masterização e autoração, a fim de terminar o trabalho para a turnê nacional de lançamento do DVD Beat Iú.
Tour Europa 2009
Mas, antes disso e depois de possuir várias músicas gravadas no exterior, como citado acima, finalmente Marco André desembarca pela primeira vez na Europa para uma pequena Tour. O artista participa como uma das estrelas internacionais do grande evento Brazilian Day, promovido pela Rede GLOBO, em Londres, apresentando-se para mais de 40.000 pessoas. Na mesma semana, ainda em Londres, Marco faz show na famosa FAVELA CHIC, por onde já passaram inúmeros importantes nomes da Wolrd Music internacional.
Produtor, Musico e arranjador
Marco sempre esteve dentro dos estúdios, uma de suas paixões. Sendo assim, assumiu a produção de vários projetos tendo a oportunidade de conviver com os melhores músicos do pais, seus grandes intérpretes e compositores.
Produtor
Paulinho da Viola, Elba Ramalho, Jane Duboc, Altamiro Carrilho, Célia, Zé Luiz Mazziotti, Dominguinhos, Dominguinhos do Estácio, Humberto Araújo, Neguinho da Beija-Flor, Verônica Sabino, Sebastião Tapajós, Robertinho Silva, Gilson Peranzzetta, Sacha Amback, Flávio Venturini, Leo Gandelman, Zé Renato, Nelson Gonçalves, Paulinho Moska, Chico César, Nilson Chaves, Vital Lima, Arismar do Espírito Santo, Mauricio Einrorn, Cláudio Nucci e Leila Pinheiro, são algumas das estrelas que trouxeram aprendizados importantes para sua carreira, participando de seus trabalhos em discos que produziu.
Músico
Como músico atuou em CDs de Beth Carvalho, Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Cláudio Nucci, Celso Viáfora, Jane Duboc, Sebastião Tapajós e de vários artistas independentes.
Artista (Shows)
Já dividiu o palco fazendo shows pelo Brasil com Zizi Possi e Vitor Ramil (Projeto Pixinguinha - artista local), Leila Pinheiro e Wagner Tiso (Projeto Pixinguinha nacional), Orquestra de Música Brasileira (Projeto Pixingão, sala FUNART - RJ), Cláudio Nucci, Fafá de Belém (Projeto Amazônia BR – SESC SP), DJ Dolores, Paulinho Moska, Jane Duboc, Nilson Chaves, Flávio Venturini, Dona Ivone Lara, Paula Lima, Martinália e Sandra de Sá (100 anos de Clementina de Jesus, atuando como diretor do show e como um dos cantores junto às três intérpretes), Vital Lima, Sebastião Tapajós e Dominguinhos do Estácio.
Músicas gravadas
Tem músicas gravadas por Jane Duboc, Leila Pinheiro, Paulo César Feital, Fátima Guedes, Grupo Exalta samba, Nilson Chaves, MPB – 4, Dominguinhos do Estácio e Vital Lima.
Gravadora
Marco foi dono de 2 estúdios no Rio de Janeiro por onde desfilaram grandes nomes da MPB. Um deles era de propriedade da JAM Music, o qual era um dos sócios. A gravadora teve em seu cast artistas como Beth Carvalho, Tunai, João Nogueira, Frenéticas, Jane Duboc, Jay Vaquer, Sebastião Tapajós, Alaíde Costa, Adriana Maciel entre outros.
Publicitário
É dono da Grife Sonora e autor de jingles feitos para UNIMED, CARREFOUR, BARRA SHOPPING, BANERJ, KI TANGA, PLUS VITA, LOJAS YAMADA, MODA RIGY, MAGAZINE VISÃO, MINISTÉRIO DA SAÚDE, entre outros inúmeros trabalhos.
Hoje Marco André se divide no artista que viaja mostrando sua arte por todo o país e no exterior, e no produtor destacado pela imprensa especializada.
Fonte: www.marcoandre.art.br/
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Entrevista Exclusiva - Andread Jó e Donaleda
Conforme prometido aos leitores internautas, estamos publicando aqui a entrevista com Andréad Jó, compositor, arranjador, músico e vocalista cearense, integrante de umas das mais promissoras e bem conceituadas bandas contemporâneas de reague do Brasil, o Donaleda.1 - Como foi seu aprendizado musical, ainda na sua adolescência?
Andread Jó - Bem, ainda criança tive aulas de piano, e aos 15 que realmente comecei a adentrar no mundo da música de verdade. Com 18 já me apresentava nos barzinhos Fortaleza, minha cidade Natal, onde tudo começou.
2 - Desde 2001, você e o Donaleda, têm saído Brasil à fora com a finalidade de divulgar um reggae diferenciado. Como se deu a sua primeira experiência musical que propiciou a aproximação com esse estilo de música, originariamente jamaicano?
Andread Jó – Comecei a ouvir reggae com 14/15 anos. Eu sempre curti conhecer estilos diferentes, músicas que não estavam nas rádios mas que tinham algo a dizer. O fato de eu estudar línguas desde pequeno, me ajudou muito; o Reggae me ganhou pelas letras!! Espiritualidade, as mais diversas questões sociais, tudo isso me atraiu logo de cara. Desde que aprendi a tocar violão, já cantarolava Bob Marley e naturalmente com o tempo foram surgindo minhas canções.
Andread Jó - Foi uma decisão difícil. O curso me ajudava bastante e desde que entrei na faculdade, tinha 100% de certeza que era aquilo que eu queria como curso superior. A música, digamos assim, é o produto final dessa relação. Chegou a hora de decidir e eu tive que optar pela música pois já vivia dela. A faculdade ficou para um segundo plano mas eu não deixei de estudar e ler, além de escrever sempre que tenho inspiração.
Andread Jó - O disco Liberdade e Libertação foi o começo de tudo. Das nove canções, 05 são de minha autoria. Todos os temas que abordo vem de uma forma natural. Nunca forcei para escrever nada. Acredito que quando fazemos as coisas com naturalidade, sem forçar, estamos cada vez mais nos aproximando do “puro”. Lembro que certo dia acordei por volta de 03:30 h da manhã e em menos de 30 min já estava com a letra e música, Jah say Yes, pronta. Deus sempre foi e sempre será meu inspirador maior.
Andread Jó – Quando decidi sair do Donaleda, eu não queria “recomeçar” tudo. Preferi começar um trabalho solo a montar uma banda e correr atrás. O nome Andread Jó é inspirado no livro de Jó, Antigo Testamento, e no meu próprio nome, André.
"Alpha Blondy pra mim é o maior exemplo de artista".Andread Jó – Venho de uma família cristã católica mas só resolvi viver tudo aquilo que a Palavra diz em 2005 quando me batizei nas águas e aceitei Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador. Meu irmão já era protestante e havia me convidado diversas vezes e eu sempre dizia que iria quando fosse minha hora. Naquele ano minha hora chegou.
Andread Jó – Já estou com mais da metade das músicas do meu terceiro disco solo finalizadas. Tenho uma parceria com Nengo Vieira em uma delas, a faixa “Eu Reconheço”. Nos conhecemos em 2005 no Maranhão Roots Reggae Festival e desde então temos alimentado uma amizade e respeito mútuos. Sou fã do trabalho dele e acredito que hoje ele é um dos poucos caras no Brasil que levam o reggae a sério e vive o que prega. Acho super importante o trabalho que igrejas como o Bola de Neve fazem com os jovens. A música é divina! Usá-la para evangelizar é uma benção sem limites.
Andread Jó – Pra mim foram duas experiências maravilhosas. São dois professores do mais alto nível. Com o Eric aprendi muita coisa sobre a música reggae, sobre a história da Jamaica, a forma como o reggae se espalhou pelo mundo e é claro, ele me ensinou muito sobre buscar originalidade na música. Eric Donaldson é um cara que tenho muito respeito e admiração. Alpha Blondy pra mim é o maior exemplo de artista. Um cara super humilde. Abri três shows dele no Brasil; Fortaleza, São Luis e Belém. O Alpha realmente vive o que ele prega nas suas canções. Ele tem um coração gigante e fazia questão de estar por perto nas rodas de bate papo nos hotéis, aeroportos e nas noites dos shows. Aqui em Fortaleza ele me chamou para traduzir umas palavras pra galera no show dele. Esse foi um momento mágico que jamais esquecerei.
Andread Jó - Eu resolvi sair da banda no fim de 2004 pois naquele momento estávamos tendo divergências em relação aos objetivos e estratégias que a banda tinha. Achei mais conveniente sair que criar um clima de bate boca. Banda é coisa séria, é como um casamento. Muitas vezes é preferível dar um tempo que ficar insistindo.
Andread Jó – Em 2006 surgiu minha primeira oportunidade de tocar fora do Brasil. Toquei em mais de 10 cidades na França e em Tilburg, Holanda. Foi uma experiência incrível! Desde então estou indo todos os anos em turnê, no início do verão europeu. Nessas idas e vindas toquei na França, Holanda, Itália e Suécia. Graças a Deus consegui conquistar um bom público por lá e tenho trabalhado duro pra estar sempre com novidades.
Andread Jó: "O Alpha realmente vive o que ele prega nas suas canções".Andread Jó – No Brasil nada é fácil. Nosso país comparado aos países de primeiro mundo é uma criança. Nosso governo e nossos políticos estão contaminados. Nossas leis são ultrapassadas e a justiça deixa muito a desejar. Aqui no Brasil recebo convites desde Belém ao Rio Grande do Sul para tocar, participar de debates sobre a música reggae, e de ações que podem ser feitas para engrandecimento do nosso movimento. A minha música é objetiva e direta e creio que isso se torna uma barreira muito grande para aparecer na grande mídia. Não faço música pra vender, faço música pra tocar as pessoas, despertá-las de um sono profundo que nosso sistema tem nos colocado. Música assim não interessa a quem quer controlar a massa. Mesmo com todos esses contratempos eu fico feliz em ter o retorno que tenho. A França se tornou minha segunda casa e fiz grandes amigos por lá. Não quero deixar de tocar e expandir minha música nem lá nem aqui.
Andread Jó – Essa é uma pergunta muito interessante. A grande mídia está centralizada no Rio e em São Paulo. Artistas que estão nesse eixo são bem mais privilegiados que nós que estamos aqui no Nordeste e Norte do pais. Creio que a internet tem encurtado essa distância mas ainda sim é mais fácil para quem está no Sudeste e Sul do país que pra nós que estamos na região Nordeste e Norte.
13 - Em 2008, você retornou para o fazer shows com o Donaleda. O que motivou essa decisão? Já que aparentemente, você já havia se consolidado na carreira solo...
Andread Jó – No fim de 2007 voltamos a ter mais contato e isso resultou em alguns shows onde nós tocamos juntos. Naturalmente acabamos voltando a trabalhar juntos. Musicalmente eu e a Donaleda temos uma afinidade muito grande e creio que isso foi o ponto decisivo pra que voltássemos a fazer shows juntos.
Andread Jó – Estamos muito felizes com o resultado final do disco. Dia 14 estamos fazendo o lançamento oficial do disco aqui em Fortaleza e vamos seguir com essa turnê até fevereiro de 2010. Pretendemos ainda no ano de 2010 lançar dois novos discos, um meu e outro da Donaleda. Graças a Deus estamos tendo um ótimo retorno do público tanto em relação ao disco novo quanto ao fato de estamos tocando juntos novamente.
Andread Jó – Esse ano já começamos discutir sobre a gravação do Dvd. Ainda não decidimos com certeza se gravaremos aqui em Fortaleza. Eu ficaria muito contente se fosse no Pará. Quando nossa carreira começou, Belém foi uma das primeiras cidades que fomos fora do nosso estado, Ceará, e nossa identificação com a cidade e com as pessoas é muito grande. Vamos aguardar! No início de 2010 teremos grandes novidades!!!
Donaleda e Andread Jó - LANÇAMENTO do Novo CD "Tudo Tens de Rever". 14/11/2009 - Sábado. Local: REGGAE CLUB (rua José Avelino, 508 - Praia de Iracema).
Ingressos à venda na HOT LINES - SURF BEAT - CENTRAL SURF.
Mais informações: (85) 8701.6797 http://www.reggaeclub.com.br/
