quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Homenagem Póstuma - Mestre Verequete


Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transformava em rei quando estava em meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse era Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense que completou 90 anos e recebeu uma homenagem inédita com o Verequete: Rei dos Tambores, projeto que realizou show para o Mestre no centro histórico de Belém no dia Municipal do Carimbó, e lançou uma coleção inédita sobre a obra do cantor e compositor no majestoso Theatro da Paz. O projeto foi uma realização da Associação Amazônica de Difusão Cultural, Social e Ambiental, que inaugurou a terceira etapa do projeto Cultura Pará, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).

A festa foi uma resposta à contribuição do Mestre à música local, com a valorização do carimbó, ritmo que reúne heranças indígenas, africanas e dos colonizadores da Amazônia. Foi Mestre Verequete um dos primeiros divulgadores do carimbó nos subúrbios da capital Belém, na nova fase da Música Popular Paraense, e quem despertou o interesse dos meios de comunicação de massa para o ritmo.

O lançamento da coleção Verequete: o Rei dos Tambores, que popularizou ainda mais a obra do compositor, também foi marcada por um grande show com Mestre Verequete e músicos convidados. A coletânea é composta por uma caixa com o CD “Verequete é o Rei”, o DVD com o filme “Chama Verequete” e o livro “Som dos Tambores”.

“O carimbó não morreu,está de volta outra vez,o carimbó nunca morre,quem canta o carimbó sou eu.”

Os versos ritmados dão a medida da importância do Mestre Verequete para a cultura brasileira. Augusto Gomes Rodrigues morreu ontem, por volta do meio-dia, vítima de insuficiência respiratória aguda e infecção generalizada, no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, onde estava internado desde o último domingo, dia 1º. Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, Verequete tinha pneumonia aguda e respirava com a ajuda de aparelhos. Nas próximas reportagens você vai acompanhar a repercussão da morte de Verequete, saber mais sobre sua obra e as homenagens que lhe serão prestadas.

Homenageado até pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias do governo federal, Mestre Verequete chegou aos 93 anos convivendo diariamente com a pobreza. A exemplo do que acontece como muitos ícones da cultura popular, o nosso Rei dos Tambores não teve em vida o reconhecimento que merecia. Por muitos anos Verequete sobreviveu vendendo churrasquinho numa barraca em frente à vila onde morava, na periferia da cidade.

Em 2006, durante uma das raras entrevistas que concedeu nos últimos anos, Mestre Verequete era só queixas. Quando perguntado sobre os vários projetos já realizados no Pará em sua homenagem, ele desabafou: “‘Faço tudo por todos que vêm aqui, conto o que tenho que contar, mas depois não vejo nada. Nem uma foto bonita na parede eu tenho”.

Já nessa época, a memória não ajudava muito. Verequete dizia que tinha 105 anos e reclamava da saúde “caída”. Fraco e debilitado, preso a uma cadeira de rodas após sofrer vários derrames, ele estava morando num barraco de madeira com dois compartimentos, onde todo o mobiliário se resumia a um colchão jogado no chão, gavetas empilhadas num canto, uma cômoda com uma televisão velha e um aparelho de CD. Lá dentro, um forte odor de urina denunciava o descaso. Foi lá que Verequete viveu por um tempo, enquanto sua casa na mesma vila era reformada com o dinheiro ganho através de um projeto.

Mesmo com a idade avançada e o frágil estado de saúde, Verequete vez por outra saía de casa para receber alguma homenagem. Nessas ocasiões, ele se animava tanto que chegava a levantar da cadeira de rodas. “Quanto mais gente e mais aplauso, melhor pra mim”, dizia ele.

Ontem, a maior expressão do carimbó tradicional, o popular “pau-e-corda”, calou-se para sempre. Sua obra permanecerá, assim como a estranha sensação de que não sabemos dar valor ao que nos é mais caro.

Para acalmar o mestre, música era o melhor remédioSegundo a família de Mestre Verequete, ele já vinha enfrentando problemas de saúde há vários anos. “Ele teve um enfisema pulmonar que o deixou muito debilitado. Ultimamente, todos os meses tinha consulta no Hospital Barros Barreto e tomava remédios”, contou a filha caçula, Lucimar Rodrigues, logo após o boletim oficial confirmando a morte de Verequete.

O próprio tratamento médico por vezes gerava problemas. “Receitaram um medicamento para ele dormir, mas ele ficou muito agitado, não reconhecia mais ninguém e queria ir para Icoaraci”, contou Josenilda Pinheiro da Silva, a dona Cenira, companheira do mestre por mais de três décadas. “Aí suspenderam o remédio e ele melhorou. Mas vivia brigando e falando sozinho”.

Para tranquilizá-lo, só tinha um jeito: Cenira colocava para tocar um CD com as músicas dele. Era assim que Verequete se acalmava.

Verequete tinha quatro filhos do primeiro casamento e um deles, Augusto Carlos, 42, mora na mesma vila que o pai morava, no bairro do Jurunas, e integra o lendário grupo O Uirapuru, que acompanhou Verequete desde o início da carreira. Os outros três vivem em Icoaraci.

Extraído e adaptado de:

Fonte:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O STF e Intervenção Federal no Pará

A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional de Agricultura, protocolou recentemente, um pedido de intervenção federal, no Superior Tribunal Federal. Segundo informações disponibilizadas pela mídia, "A briga entre a senadora e governo do estado começou há vários meses e pode estar próxima de um fim".

Há quem diga que a governadora do estado do Pará tem simpatias e afinidades políticas com o MST e por isso, não estaria obedecendo mais de 100 ordens judiciais de reintegração de posse em benefício de empresários do agronegócios (entenda-se fazendeiros ou latifundiários).

Mais um fato interessante, que chama atenção, é que é público e notório que muitos dos proprietários de terras do sul do Pará, são baianos, maranhenses, goianos, matogrossenses, gaúchos, paulistas e "até mesmo" tocantinenses. Será que isso tem alguma coisa haver com os slogans do governo? "Pará - Uma terra para Todos" ou "Pará - Terra de Direitos", e mais recentemente "Pará - Governo Popular"... Esqueceram de complementar, que o povo dos paraenses, é que deveria ser beneficiado, de fato, com o fomento do agronegócio e com o desenvolvimento da infra-estrutura, na região sul do estado do Pará.

Nada tenho nada contra os fazendeiros de outros estados, aliás, vivemos num país capitalista e cuja democracia garante a liberdade de ir e vir, mas aonde está o crescimento regional sustentável? E os benefícios do crescimento econômico, local, para nossos conterrâneos?

De todas as curiosidades uma que urge salientar é fato de que a senadora Kátia Abreu, é do DEM-TO, isto é, de partido oposicionista ao PT e ainda é de outro estado, obviamente, de Tocantins.

Ao ministro Gilmar Mendes, além da intervenção no Pará, a senadora quer limitar o trabalho da Ouvidoria Agrária Nacional, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que tem feito inúmeros pedidos de suspensão de ordens de reintegração de posse. Para a senadora, a Ouvidoria está extrapolando suas competências, ao atuar judicialmente em nome da União, algo que caberia apenas à Advocacia Geral da União (AGU)*. Que interesses escusos tem essa senadora? E quais interesses ela está defendendo? Será que ela está realmente interessada em agir em defesa do bem-estar coletivo e da supremacia do interesse público?

Mais uma vez reitero, não tenho nada contra nossos irmãos nacionais, mas você já imaginou viver num local, repleto de pessoas que nada tem haver com nossa cultura e costumes? Seria no mínimo estranho. E de fato, já é. Procure visitar, Xinguara, Redenção, Rio Maria, Santana do Araguaia... É praticamente um outro mundo, quase que totalmente diferente de nossa realidade metropolitana.

Aonde estão os incentivos do estado para a propagação da cultura regional? E por que não temos mais indústrias, fábricas e usinas para a agregação de valores de produtos produzidos aqui no Pará? Muitos hão de falar que não temos mão de obra qualificada. Mas aonde está a responsabilidade social? Aonde estão os investimentos na educação e na saúde que ainda sucumbem tanto na capital quanto no interior? Até quando iremos ser tratados como colônia?

Até quando seremos meros expectadores dessa riqueza tão vasta da flora e da fauna amazônica, que serve de matéria prima para cosméticos e gêneros alimentícios, que quase sempre são explorados por empresários de outros estados? Acrescente a isso a biopirataria, divulgada quase sempre na TV... De que forma se pode criar esperança e gerar mais emprego e renda, num cenário desfavorável como este?

A excelentíssima governadora Ana Júlia que me perdoe, mas esta tem reagido muito mal em relação às críticas, e talvez até de forma mais negligente, que alguns de seus piores sucessores, que segundo consta, ainda desfrutam de muito prestígio, pelas casas legislativas desse enorme Brasil.

Que diga o hino criado pelo grupo Mosaico de Ravena:

"... Região Norte, ferida aberta pelo
progresso, sugada pelos sulistas e
amputada pela consciência nacional..."

Fonte:
*http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=64848

terça-feira, 29 de setembro de 2009

R7.com e a Nova Era Digital do Brasil

O dia 27 de setembro de 2009, foi um marco na Internet. Finalmente foi lançado um portal completo, sem limitações. Essa é a principal característica que chama atenção do internauta brasileiro.

Particularidades à parte, como links da Arca Universal, o R7 dispõe de informações para quase todo o tipo de público, desde os simples leitores, interessados em assuntos amenos e triviais "curiosidades", até aqueles que se interessam em assuntos mais complexos e relevantes.

Fato é que diferente de outros portais já consagrados como o UOL, TERRA, IG e até a concorrente GLOBO, o R7, disponibiliza preciosas informações sobre a transparência da gestão pública e os gastos dos parlamentares.

Nessa primeiríssima e salutar proposta, temos a seção "Fiscalize seu parlamentar". Ótima maneira de divulgar preciosas informações sobre o gasto do dinheiro público.

Além do já consagrado layout das notícias do Brasil e do mundo, encontramos também subdivisões dos mais variados assuntos, temos também as seções de Entretenimentos e Esportes.

Achei muito bom. Excelente para quem está começando. Ainda existem muitas outras seções que devem ser abertas, outros editoriais devem surgir. Podemos esperar muito mais, já que foi feito um grande investimento pela Record, nesse veículo digital de comunicação.

Atualmente o jornalismo da Rede Record é sem dúvida o mais consistente da Televisão e da Rádio Brasileira e isso leva o R7 a um patamar muito acima dos outros portais de comunicação on line. Há sem dúvida muito conteúdo a ser explorado no R7, com as mais variadas matérias.

Mas enquanto não somos brindados com outras novidades, cabe a nós curtir o melhor que a mídia nos reservou nos últimos meses, em relação à internet no Brasil: R7.com! Promete...!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hidelbrando Pascoal e a Motoserra

Quando o assunto ambientalista em voga deveria ser o desmatamento da Amazônia, ressurgiu diretamente do Acre, a desqualificação da ferramenta "motoserra", como arma de crime. Explico:

Hidelbrando Pascoal, condenado a mais de 80 anos de prisão por dois homicídios, tráfico internacional de drogas, formação de quadrilha e crimes eleitorais e financeiros, prestou depoimento nesta semana, dia 22/09/2009 (terça-feira), alegando em sua defesa que, a arma do crime que basicamente causou "olhos perfurados, braços, pernas e pênis amputados, além de um prego cravado na testa de umas de suas supostas e extensas vítimas", foi realizada com um facão e não por uma motoserra. Então por que discutir com o homem, que aparentemente é um "especialista" no assunto, minha gente?

Ademais a barbárie relatada no caso de Hidelbrando, sabiamente, sua defesa reponsabilizou o ex-vereador Alípio Ferreira, já falecido, pela sessão de tortura e assassinato do mecânico Agilson Santos Firmino, o "Baiano", em 3 de julho de 1996.

Como diz o ditado popular, "filho de peixe... peixinho é" e "dize-me com quem andas e te direis quem és", além de Hildebrando, são julgados Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Neto (irmão de Hildebrando), Alex Fernandes Barros (sargento da Polícia Militar) e Adão Libório de Albuquerque (servidor público municipal). Foram segundo o veredicto dado, considerados inocentes, nesta quinta-feira (24/09/2009).

Fato é que o coronel reformado da Polícia Militar Hildebrando Pascoal (ex-DEM), afirmou que não conhecia Baiano e disse ser vítima de uma armação por parte de seus adversários. "Sou vítima das mais sórdidas e mentirosas campanhas na história deste país."

Pior do que isso, só mesmo a acusação contra o ex-presidente Fernando Collor de Melo...

Hildebrando ainda atacou o Ministério Público ao dizer que as provas contra ele foram forjadas.

Segundo o Ministério Público, o que motivou Hildebrando a matar Baiano (e a ordenar a morte do filho dele) foi o assassinato de um irmão do então deputado, Itamar. Diga-se de passagem que o filho de Baiano, na época, tinha apenas 13 anos.

Entrementes os detalhes das audiências, dos depoimentos e do resultado do julgamento, que condenou Hidelbrando "motossera" a 18 anos de prisão, uma triste percepção importante a qual chegamos é que, ele ainda assusta os moradores do Estado do Acre, por entre outras coisas, ser acusado de fazer parte de um esquadrão da morte.

Ainda segundo o procurador Samy Barbosa Lopes, coordenador do grupo de combate ao crime organizado do Ministério Público Estadual do Acre: "Era uma espécie de assinatura do grupo: corpos decepados, mutilados, jogados no meio da rua".

Três dos 25 pré-selecionados para o Tribunal do Júri pediram para não participar do julgamento, temendo represálias. Os jurados estão hospedados em dois hotéis no centro da capital, sob escolta policial.

O esquema de segurança também foi reforçado --cerca de cem policiais civis, militares e federais, segundo o Tribunal de Justiça, vigiam o Fórum Barão de Rio Branco.

Com diversos crimes como esses, com requintes de crueldade, qualquer cidadão do mundo, se sentiria amedrontado, e causaria inveja inclusive a personagens como "Jason" Voorhees, Freddy Krueger, Leatherface, (Edward Theodore Gein), Norman Bates (Psicose) e Jonathan Kramer (Jigsaw).

Quem sabe John Stockwell, não venha fazer a continuação de "Turistas 2", depois deste julgamento e Quentin Tarantino, também não venha se inspirar a fazer o novo roteiro de o "Albergue 3"?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Caixa Preta da Assembléia Legislativa do Estado do Pará



Em matéria veiculada no Jornal "O Liberal" em 06 de setembro de 2009, no caderno "Poder", a repórter, Keyla Ferreira, corajosamente abordou na manchete "Contas da Assembléia são um mistério", a sigilosa destinação dos 16 milhões de reais (em média) da Assembléia Legislativa do Estado do Pará em relação aos seus 41 deputados estaduais.

O mais surpreendente de tudo, não é a incrível capacidade de ocultar atos secretos por parte de nossos parlamentares, mas sim do uso do dinheiro público. Pelo que me consta a transparência deveria ser uma obrigação dos nossos políticos e não uma "esmola informativa" miseravelmente dada aos cidadãos.

A não revelação dos gastos públicos, por parte dos "representantes do nosso povo paraense", torna a população alheia às boas ou más aplicações do dinheiro público. Quais parlamentares têm interesse nisso?

Regina Barata, líder da bancada do PT/PA, protocolou por meio de requerimento, um pedido de transparência na Assembléia Legislativa Paraense. Mas como esclarecer decisões de uma casa "extremamente monocrática e unilateralista"? conforme o deputado Adamor Aires PR/PA.

A deputada pestista afirmou que o Domingos Juvenil (PMDB/PA), presidente da ALEPA, não a intimidará. Mas por que a parlamentar disse isso? Teria tão louvável proposta, resistência por parte desta presidência?

Se fala até em "Kit deputado", com veículos de luxo, aparelhos celular e laptops. Muito boa essa profissão. Melhor do que isso só sendo jornalista e atirador de sapatos no Oriente Médio.

Arnaldo Jordy - PPS/PA, informa ter peticionado no Tribunal de Contas do Estado do Pará acesso às contas não só do Legislativo como do Executivo. Até o momento da reportagem não obteve resposta.

A distribuição desigual de "Kits-deputados", entre versões luxuosas em detrimento de versões mais populares, demonstram que as diferenças na Assembléia Legislativa do Estado, não são só Político-partidárias.

Não obstante, o absurdo e vergonhoso comportamento de alguns de nossos próprios políticos, ainda somos obrigados a escutar piadas, trocadas entre tais parlamentares, quando da suposta proposta de troca do luxuoso "kit-deputado" de Domingos Juvenil, presidente da ALEPA, pelo "Kit-deputado" popular (versão bem mais modesta), recebido pela deputada Regina Barata.

Além de tudo isso, segundo a reportagem, uns tem mais acesso ao "cofre" da Assembléia e gastam o suficiente para justificar o orçamento exorbitante da Casa, enquanto outros reclamam de dificuldades para exercerem o seu trabalho.

Quer dizer, segundo o que concluímos de tal matéria: quem quer realmente trabalhar pelo povo é acuado por interesses escusos e impedido por preferências, que numa gestão séria, jamais poderiam prevalecer. Enquanto que outros gozam de privilégios, pelo fato de simplesmente terem prestígio e influência política.

Recursos da Assembléia Legislativa do Estado do Pará...

A quem interessa ocultar dados tão importantes?

Fica a pergunta no ar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Artigo da Semana - Massa de Manobra™ - Pré-Sal e Eleições Estaduais do Pará


Enquanto o Palácio do Planalto lança o "blog do presidente" (um fiasco que passou a maior parte do tempo fora do ar), expôs-se mais uma falha, vinda diretamente de Brasília, que numa paráfrase de idéias, nada seria mais apropriado que usar a comparação desta nova empreitada tecnológica com uma conjuntura engessada e inoperante do Executivo, tudo bem, para não ser injusto, com o Legislativo também, através da Câmara dos deputados Federais e do Senado Federal. Cadê as reformas políticas e tributárias desse país? E a auditoria da Fundação Getúlio Vargas no Senado? Foi concluída?

Falando em senado. Lendo os acontecimentos que envolveram a absolvição de José Sarney, pela Comissão de Ética do Senado, nada mais sugestivo que degustar um boa pizza mixta, com um quarto de banana, símbolo da República e um quarto de Jambú, para amortecer o paladar e anestesiar a mente e o coração... Talvez eu lance um novo tipo de pizza de quatro sabores, incluindo para combinar com a situação do congresso, mais dois quartos na pizza doce, de marmelada e de abacaxi, respectivamente.

Mas espere aí, pizza... abacaxi, marmelada, nossa! Isso já está me causando um imbróglio no estômago. Talvez o mesmo imbróglio que os parlamentaram passaram quando tiveram que se justificar quando do injustificado uso de verbas para viagens e de despesas com "auxílio-moradia", uma controvérsia que irou o mais mal intencionado integrante do MST.
...

Foi veiculada também a informação de que o presidente Lula, tem como um débil alfaiate, tentado costurar uma concha de retalhos e interesses conflituosos, com alguns possíveis nomes indicados à eleição para governadores, no estado da Bahia e do Pará, candidatos pemedebistas é claro, como Jader Barbalho, pasmem! E Geddel Vieira Lima (Ministro da Integração Nacional).

Daí o motivo do meu humor negro, tudo bem, irônico humor, mas não cleptomaníaco.

Como diria uma charge que tem muito haver com o contexto (e nessas horas um simples olhar diz mais do que mil palavras), que diga o idealizador desta capa da revista Veja:


É verdade que apesar de tantas piadas mal intencionadas, justiça feita. O Brasil nunca esteve tão bem economicamente em toda a sua história. Se a independência petrolífera ocorrer de forma sólida e racional. Teremos os frutos dessa próspera e oportuna exploração de petróleo na camada de pré-sal, espelhada em mais investimentos na educação, na saúde, no meio ambiente, na infra-estrutura e na tecnologia. Seja Ana Júlia de Vasconcelos Carepa, ou Maria do Carmo, seja Dilma, seja Marina, seja Heloísa Helena. O Pará e o Brasil têm que ter como governantes também as mulheres! Afinal, elas matam a cobra e mostram o pau... ou será que é o contrário?


Para vice votem em mim... este árduo defensor do feminismo pós moderno contemporâneo! Pró direitos iguais! Pró contas pagas pelas mulheres! Pró mulheres que tem iniciativa na hora do amor! Pró mulheres que são "prá" homens que nem eu... (prometo não abrir mão do infalível cavalheirismo que Deus me deu).


Afinal diferenças existem...


Sei que não sou tão bom para criar frases de efeito... mas é fato... E tenho dito!

Espero que nesta semana que se inicia, possamos encarar este fim de mês com muito bom humor. Passeando pela net e pelas "mentes que simpatizo telepaticamente", este cronista que vos escreve, não poderia deixar de citar, uma hilariante fonte que inspirou e contribuiu muito simpaticamente para este artigo Nicolly Oliveira e pelas charges do grande cartunista J.Bosco.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mestre Verequete - Artigo Especial de Aniversário


Hoje, no Dia Municipal do Carimbó (26 de agosto), Mestre Verequete é o grande homenageado da noite, na Praça Waldemar Henrique. Neste mesmo dia o grande mestre do carimbó completa 93 anos. A festa de homenagem começa às 19h e faz parte da programação da Semana do Folclore, que iniciou no último sábado (22) e prosseguirá até domingo (30). Mestre Verequete estará presente apresentando alguns de seus sucessos e recebendo os parabéns do público.

Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança (PA), em 1916. Aos 93 anos, tem 12 discos gravados e é a maior expressão artística do carimbó do Pará. O nome Verequete vem do tempo em que trabalhou na Base Aérea de Belém e, durante visita a um culto afro religioso, teve seu grande sucesso "Chama Verequete" cantado por um pai de santo.

Na noite desta quarta-feira, Mestre Verequete deverá apresentar alguns de seus sucessos que foram responsáveis pelo reconhecimento do público ao ritmo exclusivamente paraense e que agora é tema da campanha "Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro".

Neste processo de reconhecimento do carimbó, Verequete exerceu o grande papel de trazer em sua mensagem musical elementos da cultura tradicional reelaborados para um contexto urbano através de suas apresentações com o também tradicional Grupo Uirapuru, uma das atrações da noite.

A festa iniciará com a apresentação do Vídeo "Chama Verequete", de Luis Arnaldo Campos e Rogério Parreira e aborda de forma poética a vida do mestre. A noite de homenagens seguirá com apresentação da bateria da Embaixada de Samba do Império Pedreirense, que já apresentou Mestre Verequete como um de seus enredos.

Ele é considerado o "rei dos tambores", e sua história com o carimbó começou ainda na infância, ao acompanhar o pai em brincadeiras como boi bumbá. Com o tempo, o menino registrado como Augusto Gomes Rodrigues, nascido em 26 de agosto de 1916 no município de Bragança, nordeste paraense, acabou ganhando fama e respeito com o apelido de Verequete, o Mestre Verequete, que neste ano completa 93 anos de uma vida dedicada a difundir o folclore paraense pelo mundo.

Verdadeiro ícone da cultura paraense, Mestre Verequete já levou suas músicas a muitos lugares. Sua história virou filme, com o título de "Chama Verequete" - nome de uma de suas músicas mais conhecidas -, ganhador do Kikito de Ouro na categoria curta metragem no Festival de Gramado, um dos mais reconhecidos festivais de cinema do país. Em Brasília, Verequete recebeu do governo federal o título de Comendador da República.

Ao longo da carreira, ele já gravou dez discos e quatro CDs. Uma produção que lhe concedeu o Prêmio de Culturas Populares Mestre Humberto Maracanã, concedido pelo Ministério da Cultura.

A festa é uma resposta à contribuição do Mestre à música local, com a valorização do carimbó, ritmo que reúne heranças indígenas, africanas e dos colonizadores da Amazônia. Foi Mestre Verequete um dos primeiros divulgadores do carimbó nos subúrbios da capital Belém, na nova fase da Música Popular Paraense, e quem despertou o interesse dos meios de comunicação de massa para o ritmo.O lançamento da coleção Verequete: o Rei dos Tambores, que irá popularizar ainda mais a obra do compositor, também será marcada por um grande show com Mestre Verequete e músicos convidados. Além disso já está disponível uma coletânea que é composta por uma caixa com o CD “Verequete é o Rei”, o DVD com o filme “Chama Verequete” e o livro “Som dos Tambores”.

Extraído e adaptado da Agência Pará e Overmundo.

http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=49945


Utilidade Pública:
A seguir, a programação cultural de agosto:

Domingo, dia 2
17h30 - Mestre Verequete e Grupo de Carimbó
Terça-feira, dia 4
18h - Programa Timbres - Quarteto Maestoso
Quinta-feira, dia 6
16h30 - Apresentação de Dança Escola Clara Pinto
Domingo, dia 9
17h30 - Grupo Parafolclórico Paranativo
Domingo, dia 16
17h30 - Grupo Parafolclórico Uirapuru
Sábado, dia 22 - Dia Nacional do Folclore
17h30 - Grupo Parafolclórico Os Baioaras
Domingo, dia 23
17h30 - Grupo Parafolclórico Tribo dos Carajás
Domingo, dia 31
17h30 - Grupo de Expressão Folclórica Charme Caboclo

Salve! Este grande mestre da Cultura Popular Paraense! Saúde, Reconhecimento, Respeito, Dignidade, Prosperidade, e Sucesso hoje e Sempre!