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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Marco André em show genuinamente Paraense. Prestigie!

Iniciamos esta semana, caminhando na inversão do contrasenso daquilo que foi e ainda continua sendo, um grande atrativo do público paraense: O Parafolia.

Neste próximo fim de semana (dias 27 e 28/11/2009) Marco André e Banda estarão de passagem por Belém, com a turnê do DVD Beat Iú.

Uma ótima alternativa para quem está interessado na boa música popular paraense. Um mix de originalidade repleto de grandes sucessos locais e arranjos extremamente bem feitos, espera àqueles que apreciam o talento genuinamente regional.

Marco André, está em turnê pelo país com a apresentação de seu mais novo trabalho: o DVD Beat Iú. E segue fazendo sucesso, depois do CD Amazônia Groove, que ousou numa mistura músical, amazonicamente eletrônica.

Para quem pouco conhece este grande artista, vai aqui um breve resumo da sua biografia e release musical:

Natural de Belém do Pará, o cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor de discos, vem buscando ao longo da carreira um caminho coerente com sua formação, compromissado com a qualidade da música que produz.

Seu primeiro trabalho reconhecido no Brasil foi a gravação para a música ‘Meu bem, meu mal’ de Caetano Veloso, trilha sonora de abertura da novela homônima da Rede Globo, em 1990, que fazia parte de seu primeiro LP, ‘Olhar e segredo’ – Warner Continental.


Em 2002, Marco lança seu segundo disco, ‘Marco André 20 anos’, uma coletânea independente com as músicas mais importantes para a sua carreira até então, principalmente as que fizeram sucessos no norte do país. Do disco fazem parte Terra à Vista, com a qual Marco se apresentou no Festival da Música Brasileira promovido pela Rede Globo em 2.000, Olhar Cigano, sucesso em sua terra natal, Olhar Pirata, primeira música do artista a se tornar popular em Belém etc.


Marco André faz parte de uma família muito ligada à tradição das escolas de Samba. Seu pai Alfredo Oliveira é um dos maiores vencedores de Sambas de Enredo no Pará. Dessa forma levou o filho a também ser cativado pelo ritmo e suas agremiações. Marco André é autor de 3 Sambas de avenida para as escolas de Samba paraenses. Já no Rio de Janeiro, o mesmo se torna membro da ala de compositores da Portela. No currículo de Marco André consta ainda sua participação no carnaval carioca de 2004, quando convidado por Dominguinhos do Estácio, cantou o Samba de Enredo da Unidos do Viradouro que homenageava o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em plena Marques de Sapucaí.

Neste mesmo ano o artista lançou seu terceiro CD, Amazônia Groove. O disco deu a Marco André o início de uma carreira como autor no exterior. As músicas Varrido de Amor, Função das Coisas e Baiuca’s bar entraram em 4 coletâneas de músicas brasileiras distribuídas no Japão(2), Itália e Inglaterra. As músicas Vinheta de Mestre Verequete e Caringlobalizado passam a fazer parte de uma Coletânea de Tom Jobim chamada TOM da Amazônia, produzida pela Fundação Roberto Marinho e distribuída no mundo inteiro.

Amazônia Groove foi considerado pela FROOTS Magazine, uma das principais revistas de World Music da Europa, através do crítico musical Marcos Sacchi, entre os 10 (dez) melhores discos de 2005 quando da publicação do seu 25º aniversário.

O famoso radialista de Seattle, Derek Mazzone, da rádio KXPM, também apontou no mesmo ano o CD Amazônia Groove entre os melhores de 2005, como um dos seus indicados do mês de maio.

O CD se destaca na programação da Worldmix Radio, importante Web radio de Nova York, ficando sempre nos primeiros lugares na preferência dos ouvintes durante alguns meses, despertando interesse para entrevistas e programas especiais em rádios FMs européias.

Através deste trabalho foi indicado como finalista em 2 categorias do Prêmio TIM, principal premiação da musica brasileira até então, em 2005, como melhor cantor regional e melhor cantor por voto popular. Foi vencedor do Prêmio TIM de melhor cantor regional.

Ainda em 2005 foi escolhido como melhor cantor pop regional no primeiro Prêmio Cultura de Música, da TV e Rádio Cultura do Pará, principal premiação do mercado fonográfico do norte do país, na época.

Devido aos prêmios e a boa recepção da critica especializada, Marco André recebe convite para ser um dos representantes brasileiros no primeiro Festival da Língua Portuguesa realizado nas históricas cidades de Minas Gerais, ao lado de importantes aristas da Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, Angola e Cabo Verde.

Em 2006 Marco André lança o CD Beat Iú angariando uma série de boas críticas pelo trabalho produzido junto com Sacha Amback. O artista recebe elogios rasgados de Nelson Motta, que o coloca entre seus preferidos da nova safra atual. Seu disco e shows recebem destaque em vários jornais brasileiros através de nomes como Tárik de Souza (Jornal do Brasil – RJ), Irlan Rocha (Correio Brasiliense), Edgar Augusto (Diário do Pará), Agamenon Britto (Correio da Bahia) e Lauro Lisboa do Estadão (Jornal Estado de São Paulo), que lhe concede através de entrevista, 2 páginas, sendo que uma delas seria a capa da edição do segundo caderno de um dos mais importantes Jornais do país.

Chegam boas criticas internacionais da Argentina e Holanda. O CD começa a ser executado pela RAI Italiana, em Israel, Portugal, Espanha e Inglaterra, assim como em várias web radios internacionais.

DVD Beat Iú

Em 2008 Marco André grava seu primeiro DVD no Pólo de Cinema do Rio de Janeiro, sendo dirigido por um dos grandes nomes da TV brasileira, Roberto Talma.

Chega 2009 e o artista intensifica suas idas nos estúdios de mixagem, edição, masterização e autoração, a fim de terminar o trabalho para a turnê nacional de lançamento do DVD Beat Iú.

Tour Europa 2009

Mas, antes disso e depois de possuir várias músicas gravadas no exterior, como citado acima, finalmente Marco André desembarca pela primeira vez na Europa para uma pequena Tour. O artista participa como uma das estrelas internacionais do grande evento Brazilian Day, promovido pela Rede GLOBO, em Londres, apresentando-se para mais de 40.000 pessoas. Na mesma semana, ainda em Londres, Marco faz show na famosa FAVELA CHIC, por onde já passaram inúmeros importantes nomes da Wolrd Music internacional.

Em seguida Marco André e sua equipe seguem para Portugal, para apresentação no Parque das Nações – EXPO.

Produtor, Musico e arranjador

Marco sempre esteve dentro dos estúdios, uma de suas paixões. Sendo assim, assumiu a produção de vários projetos tendo a oportunidade de conviver com os melhores músicos do pais, seus grandes intérpretes e compositores.

Produtor

Paulinho da Viola, Elba Ramalho, Jane Duboc, Altamiro Carrilho, Célia, Zé Luiz Mazziotti, Dominguinhos, Dominguinhos do Estácio, Humberto Araújo, Neguinho da Beija-Flor, Verônica Sabino, Sebastião Tapajós, Robertinho Silva, Gilson Peranzzetta, Sacha Amback, Flávio Venturini, Leo Gandelman, Zé Renato, Nelson Gonçalves, Paulinho Moska, Chico César, Nilson Chaves, Vital Lima, Arismar do Espírito Santo, Mauricio Einrorn, Cláudio Nucci e Leila Pinheiro, são algumas das estrelas que trouxeram aprendizados importantes para sua carreira, participando de seus trabalhos em discos que produziu.

Músico

Como músico atuou em CDs de Beth Carvalho, Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Cláudio Nucci, Celso Viáfora, Jane Duboc, Sebastião Tapajós e de vários artistas independentes.

Artista (Shows)

Já dividiu o palco fazendo shows pelo Brasil com Zizi Possi e Vitor Ramil (Projeto Pixinguinha - artista local), Leila Pinheiro e Wagner Tiso (Projeto Pixinguinha nacional), Orquestra de Música Brasileira (Projeto Pixingão, sala FUNART - RJ), Cláudio Nucci, Fafá de Belém (Projeto Amazônia BR – SESC SP), DJ Dolores, Paulinho Moska, Jane Duboc, Nilson Chaves, Flávio Venturini, Dona Ivone Lara, Paula Lima, Martinália e Sandra de Sá (100 anos de Clementina de Jesus, atuando como diretor do show e como um dos cantores junto às três intérpretes), Vital Lima, Sebastião Tapajós e Dominguinhos do Estácio.

Músicas gravadas

Tem músicas gravadas por Jane Duboc, Leila Pinheiro, Paulo César Feital, Fátima Guedes, Grupo Exalta samba, Nilson Chaves, MPB – 4, Dominguinhos do Estácio e Vital Lima.

Gravadora

Marco foi dono de 2 estúdios no Rio de Janeiro por onde desfilaram grandes nomes da MPB. Um deles era de propriedade da JAM Music, o qual era um dos sócios. A gravadora teve em seu cast artistas como Beth Carvalho, Tunai, João Nogueira, Frenéticas, Jane Duboc, Jay Vaquer, Sebastião Tapajós, Alaíde Costa, Adriana Maciel entre outros.

Publicitário

É dono da Grife Sonora e autor de jingles feitos para UNIMED, CARREFOUR, BARRA SHOPPING, BANERJ, KI TANGA, PLUS VITA, LOJAS YAMADA, MODA RIGY, MAGAZINE VISÃO, MINISTÉRIO DA SAÚDE, entre outros inúmeros trabalhos.

Hoje Marco André se divide no artista que viaja mostrando sua arte por todo o país e no exterior, e no produtor destacado pela imprensa especializada.

Se tiver que escolher entre pagar R$ 150,00 para três dias de Parafolia e um show de músicas de qualidade e genuinamente paraenses, prefira comprar os ingressos (a R$40,00 - inteira e R$20,00 - meia) da apresentação de Marco André e Banda, no Teatro Margarida Skiwazapa (Av. Gentil Bittencourt, 650 - Sub-solo do Centur), com início do show previsto para as 21:00h. Com essa grande economia aproveite e compre também o DVD "Beat Iú", eu já comprei o meu e recomendo, vale a pena conferir!

Fonte: www.marcoandre.art.br/

domingo, 8 de novembro de 2009

Nilson Chaves - Artigo Especial de Aniversário

Simplicidade, singeleza, lirismo, regionalidade, afinação, talento, suavidade, poesia, amizade, consideração, alegria, paz e generosidade, resumem ao menos em parte, a vida e a obra desse grande cantor e compositor da Música Popular Brasileira e Paraense. É por mérito, uma ambulante história viva da nossa cultura.

Carlos Nilson Batista Chaves (Belém do Pará, 8 de novembro de 1951) é um grande e renomado cantor e compositor paraense, que faz de sua música, uma janela para o Brasil e o mundo.

Nilson Chaves, nasceu em Belém do Pará onde começou sua carreira participando de festivais de música e compondo para grupos de teatro paraenses. Por volta de 1975 decide mudar-se para o Rio de Janeiro onde canta em casas de shows, compõe para espetáculos de teatro e dança e torna-se parceiro, entre outros, de Luli e Lucina e Thereza Tinoco, que registram essas parcerias em discos. Vencedor de vários festivais, lança seu primeiro Lp, faz shows e o tempo se incube de mostrar-lhe que é na terra natal que corre a seiva de sua música.

Dono de uma voz suave e sensibilidade de um compositor que capta as saudades e lembranças de sua terra, Nilson Chaves, ao deixar fluir essa combinação, encontrou seu caminho de cantador e violeiro amazônico. O lançamento do seu primeiro disco "Dança de Tudo" em 1981, uniu a tradição da música brasileira às raízes amazônicas. Em seguida o lançamento do disco "Interior" (gravado em parceria com o cantor e compositor Vital Lima, em 1985), proporcionou-lhe uma ardente acolhida e um público imenso e caloroso na região ao norte do país. E não é por acaso que hoje dividi-se entre o Rio de Janeiro e o Pará, ambos pontos de partida para a irradiação de seus temas.

Cantador e violeiro amazônico, Nilson Chaves procura universalizar sua música - um sempre renovado compromisso com a emoção de sua terra - com suas raízes paraenses mas em dia com uma linguagem musical moderna, onde se encaixam, de forma leve e natural, os costumes e palavras da região.

"SABOR" é uma apoteose aos sabores da Amazônia, lançado em 1989.

Em 1990 lançou "AMAZÔNIA". Em 1992, entendendo a necessidade de proporcionar as novas gerações um contato mais próximo com a obra do Maestro Waldemar Henrique, lançou um disco com re-leitura dos clássicos desse compositor intitulado "WALDEMAR", também em parceria com Vital Lima. Lançado em CD, no ano de 1994, a qualidade do trabalho foi reconhecida pelos críticos do jornal "O GLOBO" na edição de 25 de dezembro de 1994 e "WALDEMAR" foi listado entre os dez melhores lançamentos daquele ano. Em 1993 lançou "NÃO PEGUEI O ITA" cuja faixa "Passarinho e Homem" foi vencedora do Prêmio Sharp de melhor arranjo (maio/94). Em 1997, em parceria com Sebastião Tapajós, lança o CD "AMAZÔNIA BRASILEIRA", tendo por base o espetáculo que vem percorrendo várias capitais brasileiras e que também foi apresentado na cidade de Berlim (Alemanha) em Setembro/97, durante a semana dedicada à música brasileira.

No ano de 1998, Nilson Chaves cantou para mais de 180.000 pessoas por todos os cantos desse Brasil e também pela cobiçada Europa em suas apresentações pela Alemanha, tendo se apresentado com Tetê Espíndola em Munique, bem como pela turnê com Sebastião Tapajós por várias cidades da França. Retornou ao Brasil para uma turnê com Chico César pelo norte do país. Todo esse público esteve presente em seus 150 shows.

Devido ao grande sucesso essa turnê já se repetiu em 1999, pelas principais capitais do norte.

Em Julho de 1999 esteve na França, onde se apresentou no Festival de Música Latino-Americana e em diversas cidades do país.

Nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2000 atuou como Diretor Musical do Projeto Cantorias Amazônicas no Centro Cultural Banco do Brasil, proporcionando ao público carioca o reconhecimento da sonoridade daquela região.

Nilson Chaves está comemorando seus 25 anos de carreira com o mais recente CD "TEMPODESTINO, 25 ANOS", gravado "ao vivo" com a participação do Coral e da Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes e prepara-se para mais uma turnê pela Europa – a partir de junho de 2000 , desta vez por conta do lançamento de seu CD "TUDO ÍNDIO", licenciado para o selo alemão Tupirama Music.

São muitos os parceiros de palco de Nilson Chaves e entre eles estão Ney Matogrosso, Chico César, Flávio Venturini, Joyce, Zé Renato, Cláudio Nucci, Jane Duboc, Vital Lima, Danilo Caymmi, Eudes Fraga, Xangai, Toninho Horta, Sá e Guarabira, Paulo André Barata, Celso Viáfora, Dércio Marquez.

Eternizou-se em sua terra natal pela canção "Sabor Açaí". Sendo um dos cantores paraenses mais conceituados no mercado internacional, confessa seu orgulho de ser um artista genuinamente amazônico. Tem dois CDs lançados na Europa, já se apresentou em uma série de shows pela Alemanha e França. Já sofreu indicação ao Grammy Latino, o Oscar da Música Latino-americana. Foi um dos grandes destaques do Fercapo (Festival Regional da Canção Popular) promovido em Cascavel (Paraná) pelo Tuiuti Esporte Clube, entre 1984 e 1986.

Nilson Chaves tem parceiros por todo Brasil, dentre eles o compositor maranhense Jamil Damous, e construiu muitas amizades ao longo de 50 anos de existência que se traduzem em algo importante em sua vida. Foi por saudades dos amigos que ele começou a cantar o Pará, à época em que morava no Rio de Janeiro. Daí a marca de suas músicas influenciada pelas misturas de rítmos paraenses e por colegas, também paraenses, nacionalmente conhecidos.

Foi Sebastião Tapajós, paraense conhecido internacionalmente, principalmente na Alemanha,quem lhe ensinou a aprimorar as técnicas de violão. Lenine, Chico César e Flávio Venturini o influenciaram também contribuindo para a sua formação musical.

A relação com a música começou cedo, quando seu pai era proprietário de uma aparelhagem de som que, além de embalar os bailes, servia para a divulgação de propagandas de trabalhos vindos diretos das gravadoras. Foi assim, acompanhando o pai, que Nilson descobriu João Gilberto, Nara Leão, Maysa, Dolores Duran, pessoas que influenciaram em sua arte.

Discografia:

1981 - Dança de Tudo


1985 - Interior

1989 - Sabor
1990 - Amazônia

1991 - Em Dez Anos (Outros Brasis)

1992 - Waldemar

1993 - Não Peguei o Ita

1997 - Amazônia Brasileira

2000 - Tudo Índio

2000 - Tempodestino, 25 Anos (Tupirama Music)

2001 - Gaia

2001 - Em Dez Anos II (Outros Brasis)

2003 - Melhores Momentos
2006 - Maniva

Fonte:

Parabens Nilson! Mais do que um icone es um dos orgulhos da nossa Cultura Popular Paraense! Saúde, Reconhecimento, Respeito, Dignidade, Prosperidade e Sucesso, hoje e Sempre!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mestre Verequete - Artigo Especial de Aniversário


Hoje, no Dia Municipal do Carimbó (26 de agosto), Mestre Verequete é o grande homenageado da noite, na Praça Waldemar Henrique. Neste mesmo dia o grande mestre do carimbó completa 93 anos. A festa de homenagem começa às 19h e faz parte da programação da Semana do Folclore, que iniciou no último sábado (22) e prosseguirá até domingo (30). Mestre Verequete estará presente apresentando alguns de seus sucessos e recebendo os parabéns do público.

Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança (PA), em 1916. Aos 93 anos, tem 12 discos gravados e é a maior expressão artística do carimbó do Pará. O nome Verequete vem do tempo em que trabalhou na Base Aérea de Belém e, durante visita a um culto afro religioso, teve seu grande sucesso "Chama Verequete" cantado por um pai de santo.

Na noite desta quarta-feira, Mestre Verequete deverá apresentar alguns de seus sucessos que foram responsáveis pelo reconhecimento do público ao ritmo exclusivamente paraense e que agora é tema da campanha "Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro".

Neste processo de reconhecimento do carimbó, Verequete exerceu o grande papel de trazer em sua mensagem musical elementos da cultura tradicional reelaborados para um contexto urbano através de suas apresentações com o também tradicional Grupo Uirapuru, uma das atrações da noite.

A festa iniciará com a apresentação do Vídeo "Chama Verequete", de Luis Arnaldo Campos e Rogério Parreira e aborda de forma poética a vida do mestre. A noite de homenagens seguirá com apresentação da bateria da Embaixada de Samba do Império Pedreirense, que já apresentou Mestre Verequete como um de seus enredos.

Ele é considerado o "rei dos tambores", e sua história com o carimbó começou ainda na infância, ao acompanhar o pai em brincadeiras como boi bumbá. Com o tempo, o menino registrado como Augusto Gomes Rodrigues, nascido em 26 de agosto de 1916 no município de Bragança, nordeste paraense, acabou ganhando fama e respeito com o apelido de Verequete, o Mestre Verequete, que neste ano completa 93 anos de uma vida dedicada a difundir o folclore paraense pelo mundo.

Verdadeiro ícone da cultura paraense, Mestre Verequete já levou suas músicas a muitos lugares. Sua história virou filme, com o título de "Chama Verequete" - nome de uma de suas músicas mais conhecidas -, ganhador do Kikito de Ouro na categoria curta metragem no Festival de Gramado, um dos mais reconhecidos festivais de cinema do país. Em Brasília, Verequete recebeu do governo federal o título de Comendador da República.

Ao longo da carreira, ele já gravou dez discos e quatro CDs. Uma produção que lhe concedeu o Prêmio de Culturas Populares Mestre Humberto Maracanã, concedido pelo Ministério da Cultura.

A festa é uma resposta à contribuição do Mestre à música local, com a valorização do carimbó, ritmo que reúne heranças indígenas, africanas e dos colonizadores da Amazônia. Foi Mestre Verequete um dos primeiros divulgadores do carimbó nos subúrbios da capital Belém, na nova fase da Música Popular Paraense, e quem despertou o interesse dos meios de comunicação de massa para o ritmo.O lançamento da coleção Verequete: o Rei dos Tambores, que irá popularizar ainda mais a obra do compositor, também será marcada por um grande show com Mestre Verequete e músicos convidados. Além disso já está disponível uma coletânea que é composta por uma caixa com o CD “Verequete é o Rei”, o DVD com o filme “Chama Verequete” e o livro “Som dos Tambores”.

Extraído e adaptado da Agência Pará e Overmundo.

http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=49945


Utilidade Pública:
A seguir, a programação cultural de agosto:

Domingo, dia 2
17h30 - Mestre Verequete e Grupo de Carimbó
Terça-feira, dia 4
18h - Programa Timbres - Quarteto Maestoso
Quinta-feira, dia 6
16h30 - Apresentação de Dança Escola Clara Pinto
Domingo, dia 9
17h30 - Grupo Parafolclórico Paranativo
Domingo, dia 16
17h30 - Grupo Parafolclórico Uirapuru
Sábado, dia 22 - Dia Nacional do Folclore
17h30 - Grupo Parafolclórico Os Baioaras
Domingo, dia 23
17h30 - Grupo Parafolclórico Tribo dos Carajás
Domingo, dia 31
17h30 - Grupo de Expressão Folclórica Charme Caboclo

Salve! Este grande mestre da Cultura Popular Paraense! Saúde, Reconhecimento, Respeito, Dignidade, Prosperidade, e Sucesso hoje e Sempre!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fafá de Belém - Artigo Especial de Aniversário

Filha do advogado e bancário Joaquim de Figueiredo (Seu Fefê) - falecido em 1997 - e de Eneida Palha, filha de uma família de políticos da região (Dona Dê), Fafá pertencia a uma família de classe média-alta da capital paraense e desde a infância destacava-se nas reuniões familiares com a voz afinada. Na adolescência já gostava de música e, em parceria com amigos, fez alguns espetáculos em bares e casas noturnas, fugindo de casa para realizar tal fato.

Em 1973 conheceu o baiano Roberto Satana, produtor do grupo Quinteto Violado e musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares como Rio de Janeiro, Salvador e em Belém. Nesse mesmo ano, estreou como cantora profissional no musical Tem muita goma no meu tacacá, que satirizou o cenário político da época. O espetáculo, estrelado no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz, também contou com a participação especial do conterrâneo, o futuro ator Cacá Carvalho. Como as cantoras de sua geração, foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e os grupos Jovem Guarda e Beatles, ouvindo-os com entusiasmo, além de outros gêneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos do rádio.

Maria de Fátima Palha de Figueiredo sempre gostou de cantar. Dona de uma das mais expressivas vendagens de discos no mercado nacional, presença constante nas paradas de sucesso e à frente de atribulada agenda de shows, nos últimos anos Fafá de Belém conquistou duramente o posto de estrela da nossa canção popular. Das feiras de agropecuária no interior do país e shows em praça pública até temporadas no eixo Rio - São Paulo, incluindo o Casino Estoril, em Portugal, ela é sempre vitoriosa.

Em 1976, Fafá lançou o primeiro LP, Tamba Tajá. Seu canto seduziu até o demolidor crítico de música brasileira do Jornal do Brasil, o temido José Ramos Tinhorão, que se derramou em elogios à jovem artista, apontando-a como uma cantora destinada a figurar no primeiro time da atual geração de grandes intérpretes brasileiros. O álbum seguinte, Água (1977) confirmava todas as previsões: atingiu cerca de 95 mil cópias vendidas.

Embora jamais tenha pensado em ser cantora profissional, desde os 9 anos de idade, Fafá de Belém, era uma atração nas festas promovidas pela família ou nas casas de amigos. Apesar de menina, interpretava como gente grande Ouça, sucesso de Maysa, ou Eu e a Brisa, de Johnny Half. Era uma garota que, como os da sua geração, amava os Beatles, era fã de Roberto Carlos e da turma da Jovem Guarda, mas também fascinada por jazz, música clássica, e que se emocionava ouvindo os grandes cantores de rádio, como Cauby Peixoto, Angela Maria, Núbia Lafayette e Orlando Silva, "Gente de punhal no peito", que ela gosta de tomar como modelos para interpretar.

O amplo leque de sua formação musical está refletido na seleção de seu repertório. Ela gravou de tudo, sem preconceito. Música regional, pérolas do cancioneiro popular, como Que Queres Tu De Mim, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, ou Você Vai Gostar (Casinha Branca) de Elpídio dos Santos. Rock, boleros, ritmos caribenhos, guarânias, afoxé, lambadas, sambas-canções, composições dos grandes nomes da MPB, Marcha-rancho, sertanejo, e muitos outros ritmos. Sem falar da polêmica apresentação que a musa das diretas deu ao Hino Nacional, contestada pela justiça e ovacionada pela platéia, cada vez mais numerosa de seus shows.

Foi a partir da decisão de virar a mesa e deixar o coração falar mais alto que Fafá tocou fundo a alma brasileira. Com a determinação que a caracteriza, os anos de estrada, uma forte intuição e o sucesso absoluto de canções escolhidas a dedo pela própria cantora em determinados momentos de sua vida, como Bilhete, de Ivan Lins e Victor Martins, que a fez romper o silêncio de um ano em 1982. Ou Memórias, de Leonardo, popular compositor pernambucano, responsável pela venda de meio milhão de cópias (Disco de Platina) do álbum Atrevida, Fafá atingia, então, o auge de sua carreira, sobretudo como cantora romântica.

Uma trajetória assombrosa, mas nada que surpreenda quem bem a conhece e às suas aparentes contradições. Não foi à toa que interpretava, com tamanha emoção e propriedade os versos de um dos maiores sucessos de sua carreira, Dentro De Mim Mora Um Anjo, de Suely Costa e Cacaso: Quem me vê assim cantando, não sabe nada de mim... Está aí uma das maiores verdades sobre Fafá de Belém, que sabe exatamente o que quer e do que é capaz.

Discografia

Universal Music/Polygram
1976 - Tamba Tajá
1977 - Água
1978 - Banho de cheiro
1979 - Estrela radiante
1980 - Crença
1982 - Essencial

Som Livre
1983 - Fafá de Belém
1985 - Aprendizes da esperança
1986 - Atrevida
1987 - Grandes amores
Universal Music/Polygram
1988 - Sozinha

BMG
1989 - Fafá
1991 - Doces palavras

Som Livre
1992 - Meu fado

BMG
1993 - Do fundo do meu coração

Sony Music
1994 - Cantiga pra ninar meu namorado
1995 - Fafá - ao vivo
1996 - Pássaro sonhador

WEA / Warner Music
1998 - Coração brasileiro
2000 - Maria de Fátima Palha Figueiredo
2002 - Piano e voz - ao vivo
2002 - O canto das águas

BMG
2004 - Tanto mar - Fafá de Belém canta Chico Buarque

EMI
2007 - Fafá de Belém - ao vivo (CD e DVD)



Para Fafá que completa nova idade neste próximo dia 10/08, desejamos os nossos Parabéns, e votos de saúde, vida longa e sucesso, hoje e sempre!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vital Lima - Artigo Especial de Aniversário

Conforme dita o próprio realese autobiográfico da nossa Personalidade da Semana: Euclides Vital Porto Lima... Tudo começou em São Domingos do Capim!

Figura musical simpatissíssima. Participou do 1º Festival de Música e Poesia Universitária, em Belém do Pará, tendo como intérprete Maria de Fátima Moura Palha de Figueiredo, mais conhecida atualmente como, Fafá de Belém. Na oportunidade, conheceu o poeta Hermínio Bello de Carvalho, que selecionou sua primeira música registrada em Disco: Rock'n Roll, música integrante do repertório apresentado ao público do Rio de Janeiro, por Marlene, no espetáculo "Te Pego Pela Palavra".

Em 1978, Vital lançou o disco 'Pastores da Noite' (Coletânea de músicas, de parcerias compostas com o poeta e então produtor musical, Hermínio Bello de Carvalho). A partir de então, tornou-se oficialmente, cantor e compositor.

Em 1980, gravou o LP 'Cheganças' e sua música 'Arisco' foi classificada para o Festival MPB-80 da Rede Globo.

Em julho de 1984, vence o Festival Regional da Canção Popular de Cascavel (PR) com a música Vale a Pena.

No ano de 1985, ao lado de Nilson Chaves, alcançou o sucesso com o disco chamado 'Interior', com várias músicas, que em 1986 "estouraram" no norte do país.

Em 1990, gravou o LP 'Vital', registrando suas novas composições em lançamento do selo 'Outrosbrasis'.

Em 1992, dividiu com Nilson Chaves a concepção e interpretação da obra do compositor amazônico Waldemar Henrique no LP 'Waldemar' que, relançado comercialmente em CD em 1994, foi considerado um dos dez melhores lançamentos do ano pela crítica do jornal 'O Globo' do Rio de Janeiro.

Em 1997, Vital Lima produziu novamente com a gravadora Outrosbrasis o CD 'Chão do Caminho', coletânea remasterizada de seus trabalhos lançados em vinil. Nele também duas músicas inéditas cantadas pelo artista: "Leopardo" e "Chão do Caminho" que titulava o CD.

Já em 2000 após a participação especial num show de Leila Pinheiro no Rival, Vital voltou a cantar. O Bar Saideira e o Espaço cultural Correia Lima, ambos no Rio de Janeiro e um show em Belém realizaram o retorno.

Em maio de 2001, uma surpresa aguardava Vital Lima em Belém. Através de um projeto idealizado e dirigido pela fã Vanja Lima, nasceu uma das experiências mais emocionantes de toda a vida do cantor (segundo ele próprio). Um show, batizado 'Canto Vital', reuniu 16 cantores/cantoras paraenses no Teatro Margarida Schiwazzapa, em Belém, repassando muitas das canções que ele fizera (sozinho ou com algum parceiro querido) em comemoração aos seus 25 anos de carreira. Foi gravado ao vivo e o CD lançado em 2002.

Em agosto de 2004, gravou o CD 'Das coisas simples da vida', com músicos paraenses (Adelbert Carneiro, Edivaldo Cavalcante, Marcio Jardim, Edgar Matos, Esdras de Souza, Luiz Pardal e Delclay de Souza) e produção de Marco André. Idan Góes administrando a execução de um projeto pensado e realizado com muito carinho.

Vital, percorreu vários estados através do Projeto Pixinguinha, ao lado de outros grandes artistas. Teve algum tempo depois, a oportunidade de dividir o palco também, com Emílio Santiago.

O artista também compõe para peças de teatro, destacando-se as trilhas das peças “O cândido Chico Xavier' e 'Bonequinha de Pano', de Ziraldo, estrelada por Zezé Fassina, sobre letras de Jamil Damous e do próprio Ziraldo. O trabalho recebeu o prêmio 'Maria Clara Machado' de Melhor canção/trilha de Teatro Infantil de 2003, concedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Discografia:

Das coisas simples da vida - 2004, • CD
Canto Vital - 2002 • CD
Chão do caminho - 1997, Outros Brasis • CD
Waldemar - 1994, Outros Brasis. Nilson Chaves e Vital Lima • CD
Vital - 1990, Outros Brasis • CD
Interior - 1986, Visom. Nilson Chaves e Vital Lima • Vinil
Cheganças - 1980, Tapecar • Vinil
Pastores da noite - 1978, Tapecar • Vinil

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vital_Lima

Site Oficial:
http://www.vitallima.com/

Vital Lima, que nesta quinta feira, dia 23/07, completa mais um ano de vida, sem dúvida, merece vida longa, saúde, prosperidade, paz, amor, felicidade e sucesso sempre, além é claro, dos nossos mais orgulhosos Parabéns!