quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mestre Verequete - Artigo Especial de Aniversário


Hoje, no Dia Municipal do Carimbó (26 de agosto), Mestre Verequete é o grande homenageado da noite, na Praça Waldemar Henrique. Neste mesmo dia o grande mestre do carimbó completa 93 anos. A festa de homenagem começa às 19h e faz parte da programação da Semana do Folclore, que iniciou no último sábado (22) e prosseguirá até domingo (30). Mestre Verequete estará presente apresentando alguns de seus sucessos e recebendo os parabéns do público.

Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança (PA), em 1916. Aos 93 anos, tem 12 discos gravados e é a maior expressão artística do carimbó do Pará. O nome Verequete vem do tempo em que trabalhou na Base Aérea de Belém e, durante visita a um culto afro religioso, teve seu grande sucesso "Chama Verequete" cantado por um pai de santo.

Na noite desta quarta-feira, Mestre Verequete deverá apresentar alguns de seus sucessos que foram responsáveis pelo reconhecimento do público ao ritmo exclusivamente paraense e que agora é tema da campanha "Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro".

Neste processo de reconhecimento do carimbó, Verequete exerceu o grande papel de trazer em sua mensagem musical elementos da cultura tradicional reelaborados para um contexto urbano através de suas apresentações com o também tradicional Grupo Uirapuru, uma das atrações da noite.

A festa iniciará com a apresentação do Vídeo "Chama Verequete", de Luis Arnaldo Campos e Rogério Parreira e aborda de forma poética a vida do mestre. A noite de homenagens seguirá com apresentação da bateria da Embaixada de Samba do Império Pedreirense, que já apresentou Mestre Verequete como um de seus enredos.

Ele é considerado o "rei dos tambores", e sua história com o carimbó começou ainda na infância, ao acompanhar o pai em brincadeiras como boi bumbá. Com o tempo, o menino registrado como Augusto Gomes Rodrigues, nascido em 26 de agosto de 1916 no município de Bragança, nordeste paraense, acabou ganhando fama e respeito com o apelido de Verequete, o Mestre Verequete, que neste ano completa 93 anos de uma vida dedicada a difundir o folclore paraense pelo mundo.

Verdadeiro ícone da cultura paraense, Mestre Verequete já levou suas músicas a muitos lugares. Sua história virou filme, com o título de "Chama Verequete" - nome de uma de suas músicas mais conhecidas -, ganhador do Kikito de Ouro na categoria curta metragem no Festival de Gramado, um dos mais reconhecidos festivais de cinema do país. Em Brasília, Verequete recebeu do governo federal o título de Comendador da República.

Ao longo da carreira, ele já gravou dez discos e quatro CDs. Uma produção que lhe concedeu o Prêmio de Culturas Populares Mestre Humberto Maracanã, concedido pelo Ministério da Cultura.

A festa é uma resposta à contribuição do Mestre à música local, com a valorização do carimbó, ritmo que reúne heranças indígenas, africanas e dos colonizadores da Amazônia. Foi Mestre Verequete um dos primeiros divulgadores do carimbó nos subúrbios da capital Belém, na nova fase da Música Popular Paraense, e quem despertou o interesse dos meios de comunicação de massa para o ritmo.O lançamento da coleção Verequete: o Rei dos Tambores, que irá popularizar ainda mais a obra do compositor, também será marcada por um grande show com Mestre Verequete e músicos convidados. Além disso já está disponível uma coletânea que é composta por uma caixa com o CD “Verequete é o Rei”, o DVD com o filme “Chama Verequete” e o livro “Som dos Tambores”.

Extraído e adaptado da Agência Pará e Overmundo.

http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=49945


Utilidade Pública:
A seguir, a programação cultural de agosto:

Domingo, dia 2
17h30 - Mestre Verequete e Grupo de Carimbó
Terça-feira, dia 4
18h - Programa Timbres - Quarteto Maestoso
Quinta-feira, dia 6
16h30 - Apresentação de Dança Escola Clara Pinto
Domingo, dia 9
17h30 - Grupo Parafolclórico Paranativo
Domingo, dia 16
17h30 - Grupo Parafolclórico Uirapuru
Sábado, dia 22 - Dia Nacional do Folclore
17h30 - Grupo Parafolclórico Os Baioaras
Domingo, dia 23
17h30 - Grupo Parafolclórico Tribo dos Carajás
Domingo, dia 31
17h30 - Grupo de Expressão Folclórica Charme Caboclo

Salve! Este grande mestre da Cultura Popular Paraense! Saúde, Reconhecimento, Respeito, Dignidade, Prosperidade, e Sucesso hoje e Sempre!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Repercusão Quinzenal - Guerra das Emissoras - Record Versus Globo


Dada a repercusão deste artigo, publicado no blog "No coração da Floresta" em 17/08/2009, republicamos o mesmo aqui:

Perplexidade. Esta é palavra que impera desde as últimas semanas, no dia-a-dia deste autor aparentemente "sentimentalóide"...

Após a abordagem sobre coexistência pacífica no artigo "Radicalismo do Amor" postado em 03/08/2009 neste blog e sobre o sujo falando do mal lavado no artigo "Transparência Brasil" em 14/08/2009 no blog "Jornal Eletrônico Veredicto Popular",(clique aqui para ler) iniciou-se "coincidentemente" a então famigerada e popularmente conhecida, "Guerra das Emissoras".

Desde então tenho observado o efeito dominó, causado pela Rede Globo de Comunicação, ao apresentar televisivamente no "Jornal Nacional", em 11/08/2009, reportagem sobre o Bispo Edir Macedo e outros integrantes da Igreja Universal, enquadrados nos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, de acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Pois bem, comecemos... O Estado Democrático Brasileiro, é Laico, segundo a Constituição Federal. Isto é, o Brasil não tem religião definida ou oficial, a República Federativa do Brasil não prega nenhuma religião, sendo esta de livre escolha de seus cidadãos.

E ainda, a Constituição, em seu artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

Nenhuma novidade até aqui. O que tem se tornado preocupante, é o jogo de poder provocado pela Rede Globo de Televisão, com interesses a priori, puramente comerciais, haja vista que, muitos de seus artistas, produtores, diretores e demais profissionais que compunham o canal da família Roberto Marinho, foram para a concorrente "Record". Acrescente-se a isso, também, a queda gradual de audiência e perda de lucros com anunciantes. Para piorar as perspectivas da Rede Globo, a Rede Record, tem anunciado, um crescente investimento na mídia televisiva e em portais on line de informação.

É inegável que sou cristão. Já admiti aqui neste blog anteriormente que sou cristão. Nem evangélico e nem católico, justamente para fugir da religiosidade, que assolam as nações do oriente médio com guerras sem sentido e outros conflitos religiosos espalhados pelo mundo.

Querem transformar nosso país em uma nova Jerusalém?

Por favor... sem dúbias interpretações...!

Alguns jornalistas, acusam algumas denominações evangélicas de fundamentalistas, no entanto, o catolicismo de forma inflexível, é contra o aborto, a camisinha e o sexo antes do casamento. Se a nação brasileira fosse obrigada a seguir essas doutrinas, certamente estes não poderiam ser considerados "católicos" de fato, e nem tampouco evangélicos.

Mas a questão aqui como já dissemos, vai além de interesses religiosos, tratam-se de questões financeiras e políticas que estão em jogo. Com o surgimento desse "escândalo", todas as atenções que permeavam o Congresso Nacional, foram diminuídas, e as pressões impostas pela sociedade em relação à senadores e deputados federais foram novamente deixadas de lado, afinal brasileiro tem memória curta, e mesmo que muitos ainda consigam se lembrar do atual e triste cenário político do país, existem políticos que andam se lixando para a opinião pública... como é o caso do deputado Paulo Duque do PMDB-RJ (descubra de quem se trata clicando aqui), Sérgio Moraes PDT-RS (não sabe quem é? Clique aqui para lembrar) e do parlamentar Edmar Moreira, do DEM-MG (do Castelo da Vergonha, clique aqui para saber mais). Recentemente todas as denúncias contra o presindente do Senado, José Sarney, foram arquivadas pela comissão de "ética" do Senado. Por essas e por outras, que invocamos a célebre máxima: É por isso que o Brasil não vai pra frente...

Na tentativa de fazer como massa de manobra, a população brasileira, a Rede Globo tem afrontado veementemente, a comunidade evangélica e a inteligência dos fiéis da igreja católica.

Portanto antes de abrir a boca para falar mal de quem quer que seja, por favor, meçam suas palavras, não tirem precipitadas conclusões, afinal, sem informações verídicas bem fundamentadas, tudo é especulação e uma falsa polêmica que, como diriam Sá e Guarabira: levam "Do nada para lugar nenhum".

Fonte:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Transparência Brasil...

É fato, que existem, duas forças políticas e midiáticas, bem definidas no estado do Pará, a Direita, representada pelo DEM e PSDB, com apoio "provavelmente", do jornal O Liberal, e do outro lado, o Centro-esquerdismo, com o também "provável", apoio do Diário do Pará.

Semana retrasada, precisamente no dia 02 de agosto de 2009, o jornal O Liberal, publicou no seu caderno "Poder" a seguinte manchete: "Jader, o campeão da gazeta", através dos repórteres, Thiago Vilarins e Bruna Adelaide, da Sucursal de Brasília, do referido veículo impresso.

Exibiu-se um quadro das faltas às comissões - Fevereiro 2007 a Junho 2009, que mostra o vergonhoso quadro abaixo:


Em síntese, a reportagem "demoniza" a figura de Jader Barbalho, numa charge, que aliás, soa bem sugestiva. A reportagem que ressalta as faltas do parlamentar, aproveita o filão também dos mais faltosos da câmara, mostrando ainda outros deputados, que lideram o ranking da "gazeta". Constam ainda no quadro, integrantes da base governista, políticos como Zé Geraldo e Beto Faro do PT, Wladimir Costa, Zequinha Marinho, Elcione Barbalho do PMDB e Gérson Peres do PP.

Entretanto, dentre estes parlamentares ausentes das comissões temáticas estão também presentes na relação, os deputados Vic Pires Franco e Lira Maia do DEM, Nilson Pinto, Zenaldo Coutinho e Wandekolk Gonçalves do PSDB-PA...

É óbvio que se poderia concluir, portanto, sobre essas ausências que justificadas ou não, tanto nas comissões temáticas quanto nas sessões plenárias da Câmara, que há aparentemente um profundo descaso de Vossas representativas Excelências, em relação às atividades parlamentares.

Depois de analisarmos a proposta da reportagem, chegamos mais uma vez à conclusão de se tratar de cunho tendencioso e parcial. Motivado por intereses implicitamente escusos.

Há quem diga, de ambos os lados, de tratarem-se de informações inverídicas, infundadas, descabidas e levianas.

Mas como diria minha avó, independente de quem esteja falando a verdade... "É o sujo falando do mal lavado"....

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fafá de Belém - Artigo Especial de Aniversário

Filha do advogado e bancário Joaquim de Figueiredo (Seu Fefê) - falecido em 1997 - e de Eneida Palha, filha de uma família de políticos da região (Dona Dê), Fafá pertencia a uma família de classe média-alta da capital paraense e desde a infância destacava-se nas reuniões familiares com a voz afinada. Na adolescência já gostava de música e, em parceria com amigos, fez alguns espetáculos em bares e casas noturnas, fugindo de casa para realizar tal fato.

Em 1973 conheceu o baiano Roberto Satana, produtor do grupo Quinteto Violado e musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares como Rio de Janeiro, Salvador e em Belém. Nesse mesmo ano, estreou como cantora profissional no musical Tem muita goma no meu tacacá, que satirizou o cenário político da época. O espetáculo, estrelado no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz, também contou com a participação especial do conterrâneo, o futuro ator Cacá Carvalho. Como as cantoras de sua geração, foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e os grupos Jovem Guarda e Beatles, ouvindo-os com entusiasmo, além de outros gêneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos do rádio.

Maria de Fátima Palha de Figueiredo sempre gostou de cantar. Dona de uma das mais expressivas vendagens de discos no mercado nacional, presença constante nas paradas de sucesso e à frente de atribulada agenda de shows, nos últimos anos Fafá de Belém conquistou duramente o posto de estrela da nossa canção popular. Das feiras de agropecuária no interior do país e shows em praça pública até temporadas no eixo Rio - São Paulo, incluindo o Casino Estoril, em Portugal, ela é sempre vitoriosa.

Em 1976, Fafá lançou o primeiro LP, Tamba Tajá. Seu canto seduziu até o demolidor crítico de música brasileira do Jornal do Brasil, o temido José Ramos Tinhorão, que se derramou em elogios à jovem artista, apontando-a como uma cantora destinada a figurar no primeiro time da atual geração de grandes intérpretes brasileiros. O álbum seguinte, Água (1977) confirmava todas as previsões: atingiu cerca de 95 mil cópias vendidas.

Embora jamais tenha pensado em ser cantora profissional, desde os 9 anos de idade, Fafá de Belém, era uma atração nas festas promovidas pela família ou nas casas de amigos. Apesar de menina, interpretava como gente grande Ouça, sucesso de Maysa, ou Eu e a Brisa, de Johnny Half. Era uma garota que, como os da sua geração, amava os Beatles, era fã de Roberto Carlos e da turma da Jovem Guarda, mas também fascinada por jazz, música clássica, e que se emocionava ouvindo os grandes cantores de rádio, como Cauby Peixoto, Angela Maria, Núbia Lafayette e Orlando Silva, "Gente de punhal no peito", que ela gosta de tomar como modelos para interpretar.

O amplo leque de sua formação musical está refletido na seleção de seu repertório. Ela gravou de tudo, sem preconceito. Música regional, pérolas do cancioneiro popular, como Que Queres Tu De Mim, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, ou Você Vai Gostar (Casinha Branca) de Elpídio dos Santos. Rock, boleros, ritmos caribenhos, guarânias, afoxé, lambadas, sambas-canções, composições dos grandes nomes da MPB, Marcha-rancho, sertanejo, e muitos outros ritmos. Sem falar da polêmica apresentação que a musa das diretas deu ao Hino Nacional, contestada pela justiça e ovacionada pela platéia, cada vez mais numerosa de seus shows.

Foi a partir da decisão de virar a mesa e deixar o coração falar mais alto que Fafá tocou fundo a alma brasileira. Com a determinação que a caracteriza, os anos de estrada, uma forte intuição e o sucesso absoluto de canções escolhidas a dedo pela própria cantora em determinados momentos de sua vida, como Bilhete, de Ivan Lins e Victor Martins, que a fez romper o silêncio de um ano em 1982. Ou Memórias, de Leonardo, popular compositor pernambucano, responsável pela venda de meio milhão de cópias (Disco de Platina) do álbum Atrevida, Fafá atingia, então, o auge de sua carreira, sobretudo como cantora romântica.

Uma trajetória assombrosa, mas nada que surpreenda quem bem a conhece e às suas aparentes contradições. Não foi à toa que interpretava, com tamanha emoção e propriedade os versos de um dos maiores sucessos de sua carreira, Dentro De Mim Mora Um Anjo, de Suely Costa e Cacaso: Quem me vê assim cantando, não sabe nada de mim... Está aí uma das maiores verdades sobre Fafá de Belém, que sabe exatamente o que quer e do que é capaz.

Discografia

Universal Music/Polygram
1976 - Tamba Tajá
1977 - Água
1978 - Banho de cheiro
1979 - Estrela radiante
1980 - Crença
1982 - Essencial

Som Livre
1983 - Fafá de Belém
1985 - Aprendizes da esperança
1986 - Atrevida
1987 - Grandes amores
Universal Music/Polygram
1988 - Sozinha

BMG
1989 - Fafá
1991 - Doces palavras

Som Livre
1992 - Meu fado

BMG
1993 - Do fundo do meu coração

Sony Music
1994 - Cantiga pra ninar meu namorado
1995 - Fafá - ao vivo
1996 - Pássaro sonhador

WEA / Warner Music
1998 - Coração brasileiro
2000 - Maria de Fátima Palha Figueiredo
2002 - Piano e voz - ao vivo
2002 - O canto das águas

BMG
2004 - Tanto mar - Fafá de Belém canta Chico Buarque

EMI
2007 - Fafá de Belém - ao vivo (CD e DVD)



Para Fafá que completa nova idade neste próximo dia 10/08, desejamos os nossos Parabéns, e votos de saúde, vida longa e sucesso, hoje e sempre!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Na viagem de férias passei(e) por aqui...

Seu nome é Ilha de Maiandeua, mas todos a conhecem por Ilha de Algodoal. Maiandeua tem origem no Tupi e significa “Mãe da Terra”. A ilha é chamada de Algodoal em virtude da abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 1920.

Algodoal é, também, o nome da maior vila, das quatro que existem na ilha. As outras três são Fortalezinha, Camboinha e Mocooca. A vila de Algodoal é a principal por ser a maior, a que possui a melhor infraestrutura para acomodação de turistas e, conseqüentemente, a que recebe mais visitantes. Estas quatro vilas são separadas entre si por porções de manguezais e seccionadas em alguns pontos por canais de maré.

Os 19 km² da Ilha de Algodoal são marcados pela tranqüilidade, pelos cenários maravilhosos que atraem turistas de todo o mundo que nunca se decepcionam com a sua natureza bucólica, bela e dadivosa. A comunidade da ilha é formada por pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo.

A energia elétrica somente foi introduzida na ilha em janeiro de 2005 e o abastecimento de água é realizado por meio de poços artesianos que fornecem água de excelente qualidade.

Os meios de transporte existentes são a bicicleta, o barco (a motor ou a remo) e a carroça puxada por cavalo. Veículos terrestres motorizados não podem entrar na ilha.

Com areia muito branca e fina, as paradisíacas praias da Ilha de Algodoal/Maiandeua são cercadas de dunas que possuem uma vegetação característica de restinga que oferece frutas em abundância, principalmente nas épocas do caju e do ajuru. Suas águas têm uma temperatura muito agradável (média de 22°C).

A maior parte de suas extensões de areia permanece deserta, mesmo em períodos de alta temporada, o que permite a realização de piqueniques privados. Nesse caso, recomendamos a utilização das carroças, que podem deixar o visitante na praia desejada e retornar, num horário pré-estabelecido, para buscá-lo.

Caso se prefira as praias mais badaladas, as opções são a da Princesa, a mais agitada, e a da Caixa D’água, a mais próxima à vila de Algodoal.

As praias da região do Salgado têm uma peculiaridade especial: todas sofrem influência das marés dos rios amazônicos, o que faz com que, de seis em seis horas, haja uma variação significativa no nível do mar. Nos períodos de maré baixa, a água recua centenas de metros e forma lagoas naturais que são muito bem aproveitadas pelas crianças.

Praia da Princesa
A praia da Princesa tem quase 14 quilômetros de extensão e foi classificada pelas revistas Time e Playboy como uma das dez mais bonitas do Brasil. Quem a conhece sabe que a classificação é justa.

Na Princesa, há bares que funcionam nos períodos de alta temporada. Neles, é possível encontrar refeições simples, como o peixe frito e a caldeirada, lanches e as bebidas mais consumidas no Brasil: a cerveja e a caipirinha.

Praia da Caixa D’água
Localiza-se em frente à vila de Algodoal e nela há bares que servem refeições e bebidas. Normalmente, mesmo fora de temporada, encontramos estabelecimentos em funcionamento nesta área. A Praia da Caixa D’água não serve para banho enquanto a maré está baixa.

Praia da Beira
É a da chegada, onde os barcos que fazem a linha Marudá/Algodoal aportam. Tem pouca infraestrutura e não é recomendável para banho durante a maré baixa.

Enseada do Costeiro
É a praia mais perigosa da ilha, por apresentar as maiores ondas e haver registro de presença de tubarões nela. Nem mesmo os surfistas se aventuram por estas bandas, mas, um passeio de barco por lá é bastante agradável e um piquenique nas suas areias não oferecem perigo algum.

Há outras praias muito bonitas na ilha, como a praia da Pedra Chorona, praia do Cação, praia da Salina, praia do Guarani, etc. Todas são desertas e muito interessantes. As únicas edificações que existem nelas são os barracões que são, esporadicamente, utilizados por pescadores. Vale a pena fazer um passeio de barco ao redor de toda a ilha e conhecer cada uma delas de pertinho.

Área de Proteção Ambiental (APA) é uma Unidade de Conservação (UC) que tem por objetivo conciliar as atividades humanas com a conservação da vida silvestre, a proteção dos demais recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população, por meio de um trabalho conjunto entre órgãos do Governo e a participação ativa da comunidade.

A Lei Federal nº 6.902/91 prevê a criação dessa nova categoria de UC, que difere fundamentalmente das demais, por contornar a problemática da desapropriação de terras.

Criada em 1990, a Área de Proteção Ambiental de Algodoal/Maiandeua ainda se encontra num processo (parado) de implantação. A comunidade de pescadores distribuída pelas quatro vilas da Ilha nunca foi convidada pelo poder público a participar deste processo, apesar de sofrer diretamente transformações nas suas esferas social, cultural e econômica causadas exatamente pela criação da APA.

A exclusão da comunidade do processo deve-se aos conflitos que existem entre os interesses desta e os do Governo do Estado do Pará.

O Governo, somente, deu o primeiro passo, que foi a criação da APA de Algodoal/Maiandeua no papel, mas o Plano de Manejo, ação mais importante no que diz respeito à preservação da biodiversidade da ilha, não foi implementado, nem tem previsão de ser. O Governo alega que faltam recursos. A comunidade denuncia a falta de vontade política.

Velho Chico Braga - Figura folclórica de Algodoal

O ritmo Carimbó foi criado nas fazendas da região do Salgado do Estado do Pará, no século XVIII, pelos negros escravos que nelas trabalhavam. Há quem diga que tudo começou na Ilha de Algodoal, mas não há como saber.

A palavra carimbó, originalmente, vem do nome de um dos tambores que eram utilizados por esses mesmos negros. O tambor, que também era chamado de CURIMBÓ, é feito de um tronco oco, com cerca de um metro por trinta centímetros de diâmetro e couro de veado esticado sobre uma das extremidades. O instrumentista senta-se sobre o tronco e bate no couro com as mãos.

Para o historiador Vicente Chermont, a batida do carimbó vem do ritmo africano chamado “batuque”.

A dança do carimbó lembra dança-de-roda. Durante a sua execução, o homem corteja a mulher, num ritual mágico, onde é permitido ao homem requebrar a fim de seduzir sua companheira.

Em algodoal, de janeiro a janeiro, é tempo de carimbó. Bastam ecoar os sons dos tambores pela ilha para a festa começar. Os nativos dão um show de dança e os visitantes se deleitam com o que vêem. Alguns tentam ensaiar alguns passos, mas somente os paraenses e os que freqüentam a ilha há algum tempo conseguem algum resultado.

O carimbó, certamente, é uma das grandes riquezas culturais da Ilha de Maiandeua. Embora o Reague e a guitarrada também tenham invadido a ilha.


Os ecossistemas da microrregião do Salgado fazem da ilha de Algodoal uma área cuja biodiversidade é muito rica. Nela, encontramos belas praias, manguezais, belos lagos de água doce, dunas, igarapés, pássaros, animais, frutas de época e muitos frutos do mar.

As espécies de pássaros mais comuns na ilha são: guará, garça, pavão, socó, taquerê, gavião caranguejeiro, caracaraí, cebinho do mangue, matirão, colhereira, marreco, papagaio, batuíra de colheira, maçarico branco, pirão gordo, vira-pedra, etc.

Os animais presentes na ilha são: preguiças, quatis, tamanduás, raposas, gatos maracajá, camaleões, mucuras, macacos de várias espécies, guaxinins, jacarés, jabutis, tartarugas, etc.

Os manguezais são férteis berçários de peixes, mexilhões, camarões, ostras, turus, caranguejos e outras espécies marinhas que dependem desse ecossistema para sua reprodução.

A vegetação da ilha é característica de restinga e apresenta uma grande variedade. Pelas muitas dunas da ilha encontramos frutas típicas tais como ajurus e cajus. Além destas, se encontra, com facilidade, coco, murucí, carambola e manga.

Os frutos do mar que são encontrados com facilidade na ilha são os peixes (pescada amarela, xaréu, tainha, anchova, corvina, gó, cação, mero, gurijuba, dourada, pratiqueira, serra e robalo), mariscos e moluscos (ostra, mexilhão, turu, sururu, camarão e caranguejo).

A ilha de Algodoal/Maiandeua recebe muitos turistas. A maior parte deles é brasileira, mas há visitantes de todo o mundo na ilha. Durante o ano, percebe-se as seguintes peculiaridades entre os seus visitantes:

Em janeiro, fevereiro, julho, dezembro e nos feriados regionais – Alta temporada para os turistas brasileiros;

Em agosto e setembro – Alta temporada para os turistas estrangeiros.

Nos demais períodos – Baixa temporada na ilha, com presença constante de poucos turistas estrangeiros e paraenses.

Normalmente, o visitante busca conhecer a rusticidade da sociedade nativa e a abundante beleza natural da ilha. Além das caminhadas que podem ser praticadas, livremente, pela região, há opções de passeios de carroça puxada por cavalo.

Os destinos recomendados são as lagoas da ilha, que são muito bonitas, tal como a Lagoa da Princesa, e as demais vilas, como a de Fortalezinha, que preserva a primitividade da sua organização social e mantém intactos os belíssimos recursos naturais da região. Há, ainda, a possibilidade de passeios de barco pela Região do Salgado.

Pode-se praticar a pescaria artesanal de canoa ou de barco a motor, dependendo do peixe que se quer pegar. A pescaria deve ser realizada, sempre, em companhia de pescadores locais, que conhecem muito bem a região.

Fonte: http://www.maiandeua.com.br/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vital Lima - Artigo Especial de Aniversário

Conforme dita o próprio realese autobiográfico da nossa Personalidade da Semana: Euclides Vital Porto Lima... Tudo começou em São Domingos do Capim!

Figura musical simpatissíssima. Participou do 1º Festival de Música e Poesia Universitária, em Belém do Pará, tendo como intérprete Maria de Fátima Moura Palha de Figueiredo, mais conhecida atualmente como, Fafá de Belém. Na oportunidade, conheceu o poeta Hermínio Bello de Carvalho, que selecionou sua primeira música registrada em Disco: Rock'n Roll, música integrante do repertório apresentado ao público do Rio de Janeiro, por Marlene, no espetáculo "Te Pego Pela Palavra".

Em 1978, Vital lançou o disco 'Pastores da Noite' (Coletânea de músicas, de parcerias compostas com o poeta e então produtor musical, Hermínio Bello de Carvalho). A partir de então, tornou-se oficialmente, cantor e compositor.

Em 1980, gravou o LP 'Cheganças' e sua música 'Arisco' foi classificada para o Festival MPB-80 da Rede Globo.

Em julho de 1984, vence o Festival Regional da Canção Popular de Cascavel (PR) com a música Vale a Pena.

No ano de 1985, ao lado de Nilson Chaves, alcançou o sucesso com o disco chamado 'Interior', com várias músicas, que em 1986 "estouraram" no norte do país.

Em 1990, gravou o LP 'Vital', registrando suas novas composições em lançamento do selo 'Outrosbrasis'.

Em 1992, dividiu com Nilson Chaves a concepção e interpretação da obra do compositor amazônico Waldemar Henrique no LP 'Waldemar' que, relançado comercialmente em CD em 1994, foi considerado um dos dez melhores lançamentos do ano pela crítica do jornal 'O Globo' do Rio de Janeiro.

Em 1997, Vital Lima produziu novamente com a gravadora Outrosbrasis o CD 'Chão do Caminho', coletânea remasterizada de seus trabalhos lançados em vinil. Nele também duas músicas inéditas cantadas pelo artista: "Leopardo" e "Chão do Caminho" que titulava o CD.

Já em 2000 após a participação especial num show de Leila Pinheiro no Rival, Vital voltou a cantar. O Bar Saideira e o Espaço cultural Correia Lima, ambos no Rio de Janeiro e um show em Belém realizaram o retorno.

Em maio de 2001, uma surpresa aguardava Vital Lima em Belém. Através de um projeto idealizado e dirigido pela fã Vanja Lima, nasceu uma das experiências mais emocionantes de toda a vida do cantor (segundo ele próprio). Um show, batizado 'Canto Vital', reuniu 16 cantores/cantoras paraenses no Teatro Margarida Schiwazzapa, em Belém, repassando muitas das canções que ele fizera (sozinho ou com algum parceiro querido) em comemoração aos seus 25 anos de carreira. Foi gravado ao vivo e o CD lançado em 2002.

Em agosto de 2004, gravou o CD 'Das coisas simples da vida', com músicos paraenses (Adelbert Carneiro, Edivaldo Cavalcante, Marcio Jardim, Edgar Matos, Esdras de Souza, Luiz Pardal e Delclay de Souza) e produção de Marco André. Idan Góes administrando a execução de um projeto pensado e realizado com muito carinho.

Vital, percorreu vários estados através do Projeto Pixinguinha, ao lado de outros grandes artistas. Teve algum tempo depois, a oportunidade de dividir o palco também, com Emílio Santiago.

O artista também compõe para peças de teatro, destacando-se as trilhas das peças “O cândido Chico Xavier' e 'Bonequinha de Pano', de Ziraldo, estrelada por Zezé Fassina, sobre letras de Jamil Damous e do próprio Ziraldo. O trabalho recebeu o prêmio 'Maria Clara Machado' de Melhor canção/trilha de Teatro Infantil de 2003, concedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Discografia:

Das coisas simples da vida - 2004, • CD
Canto Vital - 2002 • CD
Chão do caminho - 1997, Outros Brasis • CD
Waldemar - 1994, Outros Brasis. Nilson Chaves e Vital Lima • CD
Vital - 1990, Outros Brasis • CD
Interior - 1986, Visom. Nilson Chaves e Vital Lima • Vinil
Cheganças - 1980, Tapecar • Vinil
Pastores da noite - 1978, Tapecar • Vinil

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vital_Lima

Site Oficial:
http://www.vitallima.com/

Vital Lima, que nesta quinta feira, dia 23/07, completa mais um ano de vida, sem dúvida, merece vida longa, saúde, prosperidade, paz, amor, felicidade e sucesso sempre, além é claro, dos nossos mais orgulhosos Parabéns!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Emerson e os Policiais Militares


"Segurança para todos"
(Slogan da Polícia Militar do Estado do Pará)

Boa quinta-feira, para todos!

Mais uma vez, Belém do Pará, tornou-se manchete nacional:

"Policiais Militares Assassinam Doente Mental"!

(Até rimou... como diria minha amiga Roselena Peres)

Segundo o que se tem notícia é que, Emerson Willices Cruz Freitas, de 37 anos estava transitando tranquilamente pela Pedro Miranda com a Perebebuí, na periferia de Belém, portando nada mais do que um rádio portátil.

Em dado momento, este foi parado por uma viatura que "gentilmente" lhe abordou, com uma arma apontada em sua direção. Emerson, que era esquizofrênico, mas não louco, justificadamente indefeso e extremamente preocupado com a possibilidade de levar um tiro, levantou a camisa, tentando mostrar que portava somente um walkman.

O ato "brusco", segundo os policiais, custou sua vida.

Emerson, ao realizar o movimento, levou um tiro no peito e, desesperado com a reação dos policiais militares, tentou correr, mas foi rapidamente executado por uma bala de fuzil, de um dos policiais.

Estavam presentes na guarnição, os principais supeitos: O tenente Jairson Rosa Vaz, o cabo Carlos Renato Silva de Oliveira e o soldado Genilson da Silva Costa.


De acordo com testemunhas, os policiais ao perceberem que tratava-se de um "equívoco", mudaram a cena do crime e apresentaram uma arma, alegando os policiais, que era de propriedade do "elemento".

A família, desolada, ficou surpresa e perplexa, ante à "fatalidade".

Célia Maria Cruz Freitas, mãe de Emerson, desabafou em tom de revolta:

- É uma tragédia que qualquer mãe não estava esperando. Eu quero Justiça !

...

Imagino, eu, um cidadão comum, "normal" e anônimo também, como não ficaria, apreensivo. Afinal, quando se trata de polícia, infelizmente, o sentimento é de medo, descrédito e incredulidade.

São todos? Não. Mas a maioria que me abordou foi para pedir suborno ou praticar extorsão de alguma forma.

Malfadadas experiências à parte, o fato é que a esquizofrenia, é uma doença antiga, conceituada, conforme o wikipedia:

A esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir", e φρήν, "mente") é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma colecção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crônico.

É hoje encarada não como uma doença única mas sim como um grupo de patologias, atingindo todas as classes sociais e grupos humanos.

Será que Emerson, reconheceu algum esquizofrênico na viatura, por isso correu?

Emerson era pertubado, mas não louco, e tampouco burro. Sabia que corria risco de vida. Aliás, com essa turma uniformizada e investida de "justiça" à solta por aí... todos nós corremos...

Cuidado! Se for abordado por uma viatura, deixe que eles levem tudo, não se mexa, não respire, diferente da "marginalidade", eles ainda podem dizer que o bandido era você.

Um forte abraço aos Verdadeiros Policiais e o desejo de condolências à Família vitimada.